Travessia Cidadania https://travessiacidadania.com.br/ Italiana Portuguesa Espanhola Alemã Mon, 05 Oct 2026 20:13:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://travessiacidadania.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-ico-site-32x32.png Travessia Cidadania https://travessiacidadania.com.br/ 32 32 Cidadania portuguesa para bisnetos em 2026: quem tem direito, o que mudou com a nova lei e como pedir https://travessiacidadania.com.br/cidadania-portuguesa-para-bisnetos-em-2026/ https://travessiacidadania.com.br/cidadania-portuguesa-para-bisnetos-em-2026/#respond Thu, 01 Oct 2026 19:50:08 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=3622 Bisneto de português tem direito à cidadania portuguesa em 2026? Entenda a nova lei, os 5 anos de residência em Portugal, avô falecido, documentos, custos e como funciona.

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Bisneto de português tem direito à cidadania portuguesa em 2026?

Sim. Em determinadas situações, o bisneto de um cidadão português pode obter a nacionalidade portuguesa. E, desde maio de 2026, existe uma possibilidade que antes não estava prevista na Lei da Nacionalidade.

A Lei Orgânica n.º 1/2026, em vigor desde 19 de maio de 2026, alterou a Lei da Nacionalidade e passou a prever a naturalização de pessoas que sejam descendentes em terceiro grau na linha reta de portugueses originários (juridicamente, os bisnetos) e que tenham residência legal em Portugal há pelo menos cinco anos.

A mudança é especialmente relevante para brasileiros que já vivem em Portugal. Pela regra geral atualmente vigente, nacionais de países de língua oficial portuguesa precisam comprovar pelo menos sete anos de residência legal para solicitar a nacionalidade portuguesa por residência. 

Mas para o bisneto de português originário existe agora a possibilidade da solicitação da cidadania portuguesa de forma direta, pulando todas as gerações, desde que o bisneto tenha cinco anos de residência legal em território português.

A mudança não significa que qualquer bisneto de português, em qualquer lugar do mundo, passou a ter direito a solicitar diretamente a cidadania.

Para quem vive no Brasil, por exemplo, continua sendo fundamental investigar a linha de descendência e verificar se a nacionalidade pode chegar ao bisneto por meio das gerações intermediárias.

É por isso que duas pessoas que dizem exatamente a mesma coisa, “meu bisavô era português”, podem ter caminhos completamente diferentes.

A nacionalidade do antepassado, quem está vivo na família, quem já possui cidadania portuguesa, como a filiação foi estabelecida, quais registros existem e onde o bisneto reside são informações capazes de alterar toda a estratégia do processo.

É bisneto de português? Antes de emitir certidões ou concluir que não possui direito, a Travessia Cidadania pode analisar sua árvore familiar e identificar qual caminho existe para o seu caso.

Conteúdo

O que mudou na cidadania portuguesa para bisnetos com a nova lei de 2026?

A alteração veio com a Lei Orgânica n.º 1/2026, de 18 de maio, que entrou em vigor no dia seguinte à sua publicação. O próprio Ministério da Justiça português, ao apresentar as novas regras, destacou que a reforma ampliou aos bisnetos de portugueses a possibilidade de obtenção da nacionalidade.

A nova redação do artigo 6.º, n.º 8, estabelece que o Governo pode conceder a nacionalidade a quem seja descendente em terceiro grau na linha reta de portugueses originários e tenha residência legal em Portugal há pelo menos cinco anos.

Em uma árvore familiar, estamos falando desta relação:

Português originário → filho → neto → bisneto

Há, contudo, uma diferença jurídica importante. Essa nova possibilidade está inserida no artigo da Lei da Nacionalidade dedicado à aquisição da nacionalidade por naturalização. Não se trata, portanto, de simplesmente acrescentar os bisnetos à mesma modalidade de nacionalidade originária já prevista para os netos.

Além disso, a lei não diz apenas “comprove cinco anos e receba a cidadania”. O bisneto fica dispensado do prazo geral de residência previsto na alínea “b” do artigo 6.º, n.º 1, mas continua sujeito aos demais requisitos aplicáveis à naturalização.

Essa distinção é fundamental para compreender a reforma.

Todo bisneto de português pode pedir cidadania diretamente?

Não.

O fato de uma pessoa possuir um bisavô português não é suficiente, isoladamente, para enquadrá-la na nova modalidade.

A regra criada em 2026 exige que o antepassado seja português originário e que o bisneto possua pelo menos cinco anos de residência legal em Portugal, além do cumprimento dos demais requisitos da naturalização.

Para um bisneto que vive no Brasil e nunca residiu legalmente em Portugal, portanto, essa modalidade específica não se aplica simplesmente em razão da descendência.

Isso não significa, porém, que o projeto da cidadania tenha terminado.

Nesse caso, é necessário olhar para as pessoas que estão entre o requerente e o português.

Imagine a seguinte família:

António — português
↓
Maria — filha de António
↓
Carlos — neto de António
↓
Ana — bisneta de António

Ana é bisneta de português. Mas, antes de concluir se existe ou não um caminho para ela, precisamos saber qual é a situação de Maria e Carlos.

Se uma geração intermediária reconhecer a nacionalidade portuguesa e essa obtenção permitir a transmissão à geração seguinte, a posição de Ana na árvore vai mudar.

É justamente por isso que “sou bisneto de português” não é um diagnóstico jurídico completo. É o ponto de partida da análise.

Bisneto de português

Sou bisneto de português e moro no Brasil. Posso conseguir a cidadania?

Pode existir um caminho para a cidadania portuguesa, mas a nova modalidade específica para bisnetos exige residência legal em Portugal.

Para quem mora no Brasil, a análise começa pela linha familiar.

É necessário descobrir quem é o cidadão português originário e reconstruir documentalmente as gerações seguintes. Depois, verifica-se se uma geração intermediária pode reconhecer a nacionalidade e quais efeitos isso produziria para seus descendentes.

Em determinadas famílias, isso significa começar pelo filho do português. Em outras, pode existir um neto em condições de requerer a nacionalidade.

A legislação portuguesa continua prevendo uma modalidade específica para netos de portugueses originários, desde que preenchidos os requisitos correspondentes. O serviço oficial da Justiça informa, entre outras condições, que o avô ou avó deve ser português originário e não ter perdido essa nacionalidade.

É a partir dessas relações que se constrói a estratégia familiar.

Por isso, quando existem pais e avós vivos, é importante analisar quem deve iniciar o processo primeiro.

Cidadania portuguesa para bisneto que mora em Portugal: como funciona?

Para o bisneto que já vive em Portugal, a reforma de 2026 criou um cenário relevante.

A nova lei permite que o Governo conceda a nacionalidade ao descendente em terceiro grau na linha reta de português originário que tenha residência legal em território português há pelo menos cinco anos.

A expressão “residência legal” merece atenção.

Para efeitos da Lei da Nacionalidade, considera-se residente legal quem se encontra em Portugal com a situação regularizada perante as autoridades portuguesas, ao abrigo dos títulos, vistos ou autorizações reconhecidos pela legislação. A própria lei também possui regimes especiais decorrentes de tratados e acordos internacionais, incluindo os relacionados à União Europeia e à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Portanto, não basta afirmar:

“Cheguei a Portugal há cinco anos.”

É necessário verificar como ocorreu a permanência no país e quais períodos podem ser considerados residência legal para efeitos de nacionalidade.

Os cinco anos de residência precisam ser seguidos?

A Lei da Nacionalidade admite, para a contagem dos prazos de residência legal, a soma de períodos seguidos ou interpolados, desde que respeitados os intervalos máximos estabelecidos pela legislação.

Para nacionais de países de língua oficial portuguesa e cidadãos de Estados-Membros da União Europeia, esses períodos devem estar compreendidos em um intervalo máximo de nove anos. Para nacionais de outros países, o intervalo máximo é de 12 anos.

Para um brasileiro bisneto de português que teve diferentes períodos de residência legal em Portugal, portanto, uma interrupção não deve ser interpretada automaticamente como perda de todo o tempo acumulado.

O histórico migratório precisa ser reconstruído antes dessa conclusão.

Brasileiro bisneto de português precisa morar sete ou cinco anos em Portugal?

Aqui está uma das diferenças mais importantes trazidas pela legislação de 2026.

Pela regra geral de naturalização, cidadãos de países de língua oficial portuguesa, como os brasileiros, precisam residir legalmente em Portugal por pelo menos sete anos.

Para quem é bisneto de português originário, entretanto, o artigo 6.º, n.º 8 prevê a possibilidade de naturalização com cinco anos de residência legal, dispensando especificamente o prazo geral previsto na alínea “b” do n.º 1.

Em termos simples:

SituaçãoTempo de residência legal
Brasileiro sem bisavô português7 anos
Brasileiro bisneto de português originário5 anos

Isso não significa que o bisneto esteja dispensado dos demais requisitos legais.

Brasileiro residente em Portugal

Sem bisavô português → 7 anos de residência legal

Bisneto de português originário → 5 anos de residência legal 

Quais são os outros requisitos para o bisneto residente em Portugal?

Os cinco anos são apenas uma parte da análise.

A nova regra dispensa o bisneto especificamente do prazo geral de residência da alínea “b” do artigo 6.º, n.º 1. Os demais requisitos previstos no artigo precisam ser observados conforme aplicáveis.

A legislação atualmente exige, entre outros pontos:

  • maioridade segundo a lei portuguesa;
  • conhecimento suficiente da língua e da cultura portuguesas, da história e dos símbolos nacionais, comprovado nos termos previstos;
  • conhecimento suficiente dos direitos e deveres fundamentais relacionados à nacionalidade e da organização política do Estado português;
  • declaração solene de adesão aos princípios fundamentais do Estado de direito democrático;
  • cumprimento dos requisitos criminais estabelecidos pela lei;
  • inexistência das situações de ameaça à segurança ou defesa nacional previstas na legislação;
  • não estar sujeito às medidas restritivas indicadas pela lei;
  • capacidade para assegurar a própria subsistência.

Para nacionais de países de língua oficial portuguesa, a lei estabelece uma presunção relativa ao requisito linguístico, salvo quando a falta de domínio da língua portuguesa for manifesta perante os serviços competentes.

Isso explica por que “sou bisneto e moro em Portugal há cinco anos” ainda não encerra a análise.

Meu avô faleceu. Ainda posso conseguir cidadania portuguesa como bisneto?

O falecimento do avô não significa, por si só, que todas as possibilidades desapareceram.

Esse é um ponto que costuma gerar muita confusão porque, nos processos por descendência, as pessoas frequentemente acreditam que todos os integrantes da linha familiar precisam estar vivos.

A análise é mais complexa.

Precisamos saber quem era o cidadão português, qual pessoa da árvore faleceu, se algum integrante da família já reconheceu a nacionalidade e qual modalidade está sendo considerada.

No caso da nova naturalização do bisneto residente em Portugal, por exemplo, o elemento central é comprovar que o requerente é descendente em terceiro grau na linha reta de um português originário, além de cumprir os requisitos da modalidade. A redação legal não estabelece, nesse dispositivo, que as gerações intermediárias precisem estar vivas.

Já para quem pretende construir outro caminho através das gerações intermediárias, um falecimento pode alterar significativamente a estratégia.

Por isso, a pergunta correta não é apenas “meu avô faleceu, ainda tenho direito?”, mas sim:

quem era o português, qual é a linha completa até mim e qual modalidade pode ser utilizada hoje?

Meu bisavô português faleceu. Isso impede o processo?

Não. O falecimento do próprio antepassado português não elimina a possibilidade de reconhecimento da nacionalidade pelos descendentes.

Na maioria das famílias com imigração portuguesa mais antiga, aliás, é natural que o bisavô ou bisavó português já tenha falecido.

O desafio passa a ser documental: localizar o registro português correto e comprovar a relação familiar entre o português e o requerente.

É nessa etapa que certidões de nascimento, casamento e outros registros civis e religiosos assumem papel central.

Meu bisavô nunca teve passaporte português. Isso significa que ele não era cidadão?

Não.

O passaporte é um documento de viagem. A ausência de um passaporte antigo guardado pela família não permite concluir que o antepassado não possuía nacionalidade portuguesa.

O documento essencial para a reconstrução da origem é o registro civil ou religioso português, o assento de nascimento ou de batismo.

Uma família pode não ter guardado nenhum documento português e, ainda assim, ser possível localizar o registro do ancestral através de pesquisa genealógica.

Não sei onde meu bisavô nasceu em Portugal. Ainda consigo começar?

Sim.

É comum que famílias brasileiras saibam apenas que o bisavô “veio de Portugal”, sem conhecer a freguesia, concelho, distrito ou mesmo a data exata de nascimento.

Nesses casos, a primeira etapa deve ser uma pesquisa genealógica.

O trabalho começa a partir das informações disponíveis no Brasil: certidões de casamento e óbito, registros dos filhos, documentos de imigração, registros religiosos, nomes dos pais, nome do cônjuge, idade declarada e local aproximado de origem.

Cada documento acrescenta uma peça.

Às vezes, uma simples certidão brasileira revela a freguesia portuguesa. Em outros casos, é necessário cruzar diferentes registros até individualizar corretamente o antepassado.

Você sabe que seu bisavô era português, mas não consegue localizar o registro dele?

A Travessia Cidadania também atua com pesquisa genealógica e localização de documentos para reconstruir a linha familiar.

Meu pai é neto de português. Ele deve tirar a cidadania primeiro?

Se você for fazer sua nacionalidade portuguesa como bisneto direto, residente em Portugal, não. 

Caso o reconhecimento seja através de geração intermediária, sim. Se seu pai for neto de português originário, ele poderá reconhecer a nacionalidade portuguesa. Com isso, você se tornará filho de português e também poderá tirar a sua própria cidadania portuguesa.

Considere:

Bisavô → português originário
Avô → filho do português
Pai → neto do português
Você → bisneto

Mas não devemos transformar esse exemplo em uma regra universal.

Pode haver outra geração viva em situação mais adequada, atos de registro que precisam ser realizados previamente, problemas relacionados à filiação ou particularidades decorrentes da forma pela qual determinada pessoa obteve a nacionalidade.

Por isso, em famílias com várias gerações, a pergunta mais importante nem sempre é “eu consigo tirar?”, mas “por quem devemos começar?”

Avô vivo facilita a cidadania portuguesa do bisneto?

Se você for fazer sua cidadania portuguesa como bisneto direto, residente em Portugal, o avô estar vivo não influencia em nada. 

Caso o reconhecimento seja através de geração intermediária, sim. Se o avô estiver vivo, a nacionalidade portuguesa deve ser requerida primeiro para ele, depois passada para o pai/mãe, e por fim para o bisneto (que terá se tornado filho de português). Essa é a forma mais fácil e rápida para que o bisneto obtenha a cidadania portuguesa.

Caso o pai ou a mãe já tenha falecido, o bisneto terá se tornado neto de português e poderá solicitar a nacionalidade através dessa modalidade.

O objetivo não deve ser abrir o maior número possível de processos. Deve ser descobrir qual sequência produz o caminho juridicamente adequado e documentalmente mais eficiente para aquela família.

Cidadania portuguesa para bisneto é originária ou derivada?

A nova modalidade criada especificamente para o descendente em terceiro grau está prevista no artigo 6.º da Lei da Nacionalidade, dentro da seção dedicada à aquisição da nacionalidade por naturalização.

Portanto, ela não deve ser confundida com a nacionalidade originária atribuída em outras hipóteses.

A diferença fica clara quando observamos a situação dos netos.

O artigo 1.º da Lei da Nacionalidade contempla como portugueses de origem os indivíduos com pelo menos um ascendente português originário do segundo grau na linha reta, desde que atendidos os requisitos legais.

Para os bisnetos abrangidos pelo artigo 6.º, n.º 8, a nacionalidade concedida é derivada/ naturalização.

Já se o bisneto reconhecer a cidadania portuguesa através de gerações intermediárias (primeiro o avô/avó, depois o pai/mãe, e por fim o bisneto), a cidadania dele será originária.

Essa distinção jurídica importa porque diferentes formas de nacionalidade produzem efeitos diferentes dentro de um planejamento familiar. Se existem filhos e/ou cônjuges envolvidos, a modalidade pela qual cada pessoa se torna portuguesa deve ser considerada na estratégia.

A cidadania originária, por direito de sangue, é válida desde o nascimento e pode ser transmitida para filhos e para cônjuge. Não pode ser revogada.

A cidadania derivada, por naturalização, é válida a partir do momento em que for concedida e pode passar só para filhos menores e para cônjuges futuros. Ela pode ser revogada em alguns casos específicos.

Quais documentos são necessários para cidadania portuguesa de bisneto?

Não existe uma lista única que sirva para todos os bisnetos.

A documentação muda conforme o caminho escolhido.

Para a nova modalidade destinada ao bisneto residente em Portugal, será necessário comprovar, entre outros elementos, a identidade do requerente, a descendência em terceiro grau de português originário, a residência legal e o cumprimento dos requisitos aplicáveis à naturalização.

Em termos documentais, a análise pode envolver:

  • certidão de nascimento do requerente;
  • registros civis das gerações intermediárias;
  • assento do cidadão português originário;
  • documentos que comprovem a residência legal em Portugal;
  • certificados de registro criminal exigíveis;
  • documentos de identificação;
  • documentos relativos aos demais requisitos da naturalização;
  • certidões de casamento ou outros registros necessários para estabelecer corretamente a linha familiar.

A própria Lei da Nacionalidade prevê certificados de registro criminal dos países pertinentes ao histórico do requerente, incluindo, nas condições legais, país de nascimento, nacionalidade e países onde tenha residido por mais de um ano, após os 16 anos.

Para quem seguirá um caminho através das gerações intermediárias, a lista é diferente.

É por isso que emitir tudo antecipadamente nunca é a melhor estratégia.

Primeiro se define o caminho. Depois se define a documentação.

Preciso apostilar todos os documentos?

Também depende do documento, do país em que foi emitido e da finalidade para a qual será apresentado.

Em processos de nacionalidade envolvendo certidões estrangeiras, existem exigências de legalização por Apostila da Haia ou por outra forma admitida.

A própria Justiça portuguesa orienta que certidões estrangeiras apresentadas no processo sejam legalizadas, incluindo por apostila quando aplicável, e que documentos que não estejam em português sejam acompanhados de tradução juramentada.

Isso não significa que uma família deva apostilar imediatamente todas as certidões encontradas.

Certidões podem precisar ser reemitidas, determinadas divergências podem exigir tratamento prévio e alguns documentos podem nem ser necessários para a modalidade escolhida.

Gastar primeiro e analisar depois inverte a ordem correta do processo.

Existem divergências de nomes e datas. Preciso retificar tudo?

Não necessariamente.

Famílias com imigração antiga frequentemente encontram variações de grafia, sobrenomes, datas, naturalidade e até adaptações do nome do português depois da chegada ao Brasil.

Um Manuel pode aparecer posteriormente como Manoel. Um sobrenome pode ter sido grafado de maneiras diferentes em registros produzidos décadas depois.

A existência da divergência não significa automaticamente que uma retificação será obrigatória.

É necessário entender qual informação diverge, em que documento isso ocorreu, se existem outros elementos capazes de individualizar a pessoa e se a inconsistência prejudica efetivamente a comprovação da linha familiar.

Retificações feitas sem necessidade podem acrescentar tempo, custos e novos documentos ao projeto.

Encontrou divergências nas certidões da sua família?

Antes de retificar, é importante verificar se a alteração realmente será necessária para o processo.

Quanto custa a cidadania portuguesa para bisneto em 2026?

É importante separar a taxa oficial de custo total do processo.

A tabela de emolumentos do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) estabelece atualmente €250 para procedimentos de aquisição da nacionalidade por naturalização.

Esse valor não representa todo o investimento necessário.

Dependendo do caso, existem custos com emissão de certidões, localização de documentos, pesquisa genealógica, Apostila da Haia, traduções, retificações, transcrições, registros criminais, remessas internacionais e acompanhamento profissional.

Há ainda uma diferença importante entre o bisneto que utiliza a nova modalidade de naturalização e uma família que precisa realizar processos sucessivos em diferentes gerações.

No segundo cenário, não existe apenas um processo do bisneto. Pode haver mais de um procedimento de nacionalidade até que a geração pretendida alcance a condição necessária.

Por isso, não existe um preço universal para cidadania portuguesa de bisneto.

O orçamento precisa refletir o caminho real da família.

Quanto tempo demora a cidadania portuguesa para bisneto?

Também não existe um prazo único que possa ser garantido para todos os casos.

O tempo total dependerá da modalidade utilizada, da situação documental, da necessidade de pesquisa genealógica, de eventuais atos prévios, de divergências ou retificações, do processamento pelas autoridades portuguesas e de possíveis exigências durante a tramitação.

Nos casos em que a estratégia depende primeiro da nacionalidade de uma geração intermediária, é necessário considerar ainda que os processos precisam ocorrer em sequência.

Por isso, comparar o próprio caso com o de um conhecido que conseguiu em tantos meses raramente produz uma estimativa confiável.

Pelos prazos de análises que temos hoje, podemos estimar que um processo de nacionalidade portuguesa de bisneto direto dure cerca de 4 anos, e que o processo de cidadania portuguesa para bisneto através de gerações intermediárias leve cerca de 2 anos.

Posso pedir a cidadania portuguesa para bisneto online?

O portal oficial do Governo português já inclui bisneto/a de cidadão português originário, nos termos previstos na lei entre as situações de nacionalidade disponíveis no sistema.

O pedido online é realizado por advogado ou solicitador habilitado. Sem ter contratado uma empresa especializada, o próprio interessado pode utilizar os demais canais admitidos, incluindo atendimento presencial ou envio por correio, conforme as regras do serviço.

Quantas gerações têm direito à cidadania portuguesa?

A pergunta parece simples, mas contar gerações isoladamente pode levar a uma conclusão errada.

A legislação portuguesa possui modalidades distintas conforme o vínculo familiar e as circunstâncias do requerente.

Filhos de portugueses possuem uma modalidade própria.

Netos de portugueses originários também estão contemplados na nacionalidade originária.

E, desde maio de 2026, bisnetos de portugueses originários passaram a contar com a possibilidade específica de naturalização prevista no artigo 6.º, n.º 8.

Mas existe outra variável: a árvore familiar pode mudar juridicamente conforme as gerações anteriores se tornam portuguesas.

Uma pessoa que hoje se apresenta como bisneta ou trineta de um cidadão português pode, em outro momento da estratégia familiar, passar a ser filha de uma pessoa que obteve nacionalidade portuguesa.

É por isso que “até qual geração Portugal aceita?” não é a melhor pergunta para determinar individualmente um direito.

A pergunta mais precisa é:

qual é a relação jurídica atual entre o requerente e um cidadão português e quais modalidades podem ser construídas a partir da sua linha familiar?

Tataraneto de português tem direito à cidadania portuguesa?

A nova modalidade introduzida em 2026 trata do descendente em terceiro grau na linha reta, ou seja, do bisneto. Ela não criou uma naturalização equivalente simplesmente pelo fato de alguém ser trineto ou tataraneto de português.

Isso, entretanto, não permite concluir automaticamente que todo tataraneto esteja impossibilitado de algum dia chegar à nacionalidade portuguesa.

Novamente, é necessário olhar para as gerações intermediárias.

Imagine:

Português → filho → neto → bisneto → trineto → tataraneto

Se pessoas das gerações anteriores adquirirem a nacionalidade e a legislação permitir que ela seja transmitida à geração seguinte naquela situação específica, a posição jurídica do descendente muda.

Portanto, quanto mais distante está o antepassado português, mais importante se torna realizar uma análise genealógica e jurídica da família inteira, em vez de observar apenas o último descendente.

A nova lei vale para processos que já estavam em andamento?

Não. Os processos que já estavam protocolados em 19 de maio de 2026 continuam submetidos à Lei da Nacionalidade na redação anterior à reforma.

Isso significa que não é correto aplicar as novas regras a um processo que já estava em tramitação antes da entrada em vigor da alteração.

A data do pedido é decisiva para identificar qual regime jurídico deverá ser analisado.

Como saber se tenho direito à cidadania portuguesa como bisneto?

Antes de emitir documentos, vale reconstruir alguns fatos fundamentais da família.

Você precisa saber quem era o português originário, quando e onde nasceu, quem foram seus descendentes diretos e como chegamos documentalmente desse português até você.

Depois, entram outras perguntas: seu avô ou avó está vivo? Seu pai ou sua mãe está vivo? Alguém dessa linha já é português? Existem certidões que comprovam todas as filiações? Você reside em Portugal? Há quanto tempo essa residência é legal? Existem divergências importantes entre os registros?

Com essas respostas, deixa de existir apenas uma história familiar e começa a surgir uma estratégia de nacionalidade portuguesa.

Passo a passo para começar a cidadania portuguesa como bisneto

O primeiro passo é identificar corretamente o cidadão português. Nome completo, filiação, local e data aproximada de nascimento são informações valiosas para localizar o registro.

Depois, é preciso montar a árvore entre esse português e o requerente. Não apenas com nomes, mas com documentos capazes de demonstrar cada relação de filiação.

Com a árvore construída, verifica-se quem está vivo, quem já possui nacionalidade portuguesa e quem poderia obtê-la.

Se o próprio bisneto reside legalmente em Portugal, deve-se analisar a possibilidade criada pelo artigo 6.º, n.º 8, juntamente com os demais requisitos da naturalização.

Se vive fora de Portugal, é necessário estudar os possíveis caminhos através da família.

Somente depois dessa definição faz sentido determinar quais certidões precisam ser emitidas, quais documentos devem ser legalizados, se existem atos anteriores necessários e se alguma divergência precisa ser corrigida.

Essa ordem evita um dos erros mais comuns em processos de cidadania: começar pelos documentos antes de saber qual processo será feito.

Perguntas frequentes sobre cidadania portuguesa para bisnetos

Bisneto de português tem direito à cidadania portuguesa em 2026?

Sim. Desde 19 de maio de 2026, a Lei da Nacionalidade prevê uma modalidade de naturalização para descendentes em terceiro grau na linha reta de portugueses originários que tenham residência legal em Portugal há pelo menos cinco anos. Para quem não mora em Portugal, também podem existir caminhos familiares por meio das gerações intermediárias.

Bisneto pode tirar cidadania portuguesa diretamente?

Sim. Existe agora uma modalidade própria para bisnetos de portugueses originários residentes legalmente em Portugal há pelo menos cinco anos. Isso não significa que qualquer bisneto, independentemente de onde resida, possa fazer um pedido direto apenas comprovando a ascendência.

Bisneto precisa morar em Portugal?

Para utilizar a nova modalidade específica prevista no artigo 6.º, n.º 8, sim: são exigidos pelo menos cinco anos de residência legal em território português. Para quem não reside em Portugal, deve-se analisar se existe outro caminho por meio das gerações familiares.

Sou brasileiro e bisneto de português. São cinco ou sete anos de residência?

A regra geral para nacionais de países de língua oficial portuguesa exige sete anos de residência legal. Mas como bisneto, você tem o prazo reduzido para cinco anos.

Meu avô faleceu. Perdi a possibilidade de cidadania?

Não. O falecimento altera a estratégia familiar, mas não permite concluir sozinho que não existe mais possibilidade. É necessário analisar a linha completa.

Meu bisavô português já faleceu. Ainda posso iniciar?

Sim. O falecimento do antepassado português, por si só, não impede o pedido. Será necessário localizar os registros adequados e comprovar documentalmente a descendência.

Não tenho a certidão do meu bisavô português. O que fazer?

Será necessário realizar uma pesquisa genealógica para localizar o registro português a partir das informações e documentos existentes no Brasil.

O bisneto recebe nacionalidade portuguesa originária?

Na modalidade específica criada para o descendente em terceiro grau residente em Portugal, estamos diante de aquisição por naturalização, prevista no artigo 6.º da Lei da Nacionalidade. Se o reconhecimento for feito através de gerações intermediárias, a cidadania será originária.

Tataraneto de português tem direito?

A nova modalidade específica refere-se ao descendente em terceiro grau, o bisneto. Para trinetos e tataranetos, deve-se analisar a situação das gerações intermediárias e verificar se existe uma sequência juridicamente possível de aquisição ou atribuição da nacionalidade.

Quanto custa a cidadania portuguesa para bisneto?

Para aquisição por naturalização, o emolumento oficial atualmente indicado pelo IRN é de €250. O custo total será superior por causa de certidões, pesquisa, apostilamentos, traduções, retificações, atos anteriores, remessas e acompanhamento profissional.

Posso fazer o processo sozinho?

Sim. A contratação de assessoria não é uma exigência para requerer a nacionalidade portuguesa, mas traz segurança jurídica e tranquilidade durante todo o processo. 

Cidadania portuguesa para bisnetos: por onde começar?

Descobrir que existe um português na árvore da família costuma provocar uma pergunta imediata: “eu tenho direito?”

No caso dos bisnetos, principalmente depois da mudança da Lei da Nacionalidade em 2026, a resposta depende de algo maior do que simplesmente contar gerações.

Um bisneto que reside legalmente em Portugal tem hoje uma possibilidade específica de naturalização que não existia nos mesmos termos antes da reforma. Um bisneto que vive no Brasil precisa construir outro caminho através das gerações anteriores. Uma família com avós e pais vivos pode ter uma estratégia diferente daquela em que várias gerações já faleceram.

Por isso, a cidadania portuguesa começa pela reconstrução da história familiar.

É preciso descobrir quem era o português, como a descendência chega até você, quais documentos comprovam essa relação e qual regra da Lei da Nacionalidade se aplica à sua situação atual.

A Travessia Cidadania, fundada em Belo Horizonte (MG), atua desde 2020 com processos de cidadania europeia e já auxiliou mais de 1.500 famílias. O trabalho pode começar ainda na pesquisa genealógica e localização de documentos e seguir pela análise documental, definição da estratégia jurídica, preparação e acompanhamento do processo.

Se você é bisneto ou bisneta de português, não precisa tentar descobrir seu caminho apenas comparando sua história com casos encontrados na internet.

Analise a sua própria árvore gratuitamente.

Quer descobrir quais possibilidades existem para a sua família?

Como a Travessia Cidadania pode te ajudar

A Travessia Cidadania é uma empresa de cidadania europeia mineira que atua desde 2020 com processos de cidadania europeia e já atendeu mais de 1.500 famílias.

Nascemos em Belo Horizonte, Minas Gerais, e atendemos famílias em todo o Brasil e no exterior em processos de cidadania portuguesa, cidadania italiana, cidadania espanhola e cidadania alemã.

Fale com a equipe da Travessia Cidadania para entender quais etapas realmente se aplicam ao seu caso.

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Cidadania portuguesa para cônjuges em 2026: quem tem direito, documentos, custos e como funciona https://travessiacidadania.com.br/cidadania-portuguesa-para-conjuges-em-2026/ https://travessiacidadania.com.br/cidadania-portuguesa-para-conjuges-em-2026/#respond Fri, 18 Sep 2026 22:17:45 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=3559 Imagem em formato vertical mostrando uma mão segurando um passaporte vermelho de Portugal. Ao fundo, desfocado, está um clássico elétrico amarelo percorrendo as ruas de pedra de Lisboa sob um céu azul.

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Ser casado com um cidadão português pode permitir a aquisição da cidadania portuguesa para cônjuge, mas o casamento, por si só, não transforma automaticamente o marido ou a esposa em cidadão português.

A nacionalidade portuguesa por casamento possui uma modalidade própria, com requisitos, documentos e etapas que precisam ser analisados antes do pedido.

Em 2026, o estrangeiro casado há mais de três anos com cidadão português pode adquirir a nacionalidade portuguesa mediante declaração feita enquanto o casamento existir. A legislação também prevê a possibilidade para quem vive em união estável – chamada de união de facto em Portugal, há mais de três anos com cidadão português, desde que exista o reconhecimento judicial exigido para essa modalidade. O governo português possibilita também a aquisição da nacionalidade para casamentos homossexual.

Mas dizer apenas:

“Meu marido é português”

ou

“Minha esposa conseguiu a cidadania portuguesa”

não é suficiente para determinar como será o processo.

É necessário entender há quanto tempo existe o casamento, como o cônjuge se tornou português, se o casamento está registrado em Portugal, se existem filhos portugueses, casamentos anteriores, divórcios, divergências documentais ou outros atos que precisam ser realizados antes do pedido.

Por isso, antes de emitir certidões ou iniciar um processo de cidadania portuguesa por casamento, o primeiro passo é analisar a história documental do casal.

Conteúdo

Quem tem direito à cidadania portuguesa por casamento?

De acordo com a Lei da Nacionalidade atualmente em vigor, o estrangeiro casado há mais de três anos com cidadão português pode adquirir a nacionalidade portuguesa mediante declaração realizada enquanto durar o casamento.

Na estrutura mais simples:

cidadão português + cônjuge estrangeiro → possibilidade de aquisição da nacionalidade portuguesa

São válidos:

  • Casamento Civil
  • União estável
  • Casamento homoafetivo

Isso pode incluir, por exemplo:

português + brasileira

portuguesa + brasileiro

brasileiro que reconheceu a cidadania portuguesa + esposa brasileira

brasileira que reconheceu a cidadania portuguesa + marido brasileiro

O casamento não precisa necessariamente ter ocorrido em Portugal.

Um casal que se casou no Brasil pode ter direito à modalidade, desde que os requisitos aplicáveis sejam cumpridos e os registros estejam devidamente organizados.

O ponto central é que estamos falando de aquisição da nacionalidade portuguesa por efeito da vontade, e não de uma atribuição automática de nacionalidade pelo casamento.

O tipo de cidadania do meu marido ou esposa interfere no meu direito?

Sim. Existem três cenários que devem ser analisados. 

Cônjuges de cidadãos portugueses originários, nascidos em Portugal ou que tenham reconhecido a cidadania portuguesa por descendência, sempre terão direito ao reconhecimento da nacionalidade portuguesa por casamento, independente de quando o casamento tenha acontecido. 

Para cônjuge de portugueses naturalizados, que adquiriram a cidadania portuguesa em algum momento da vida, a data do casamento importa bastante. 

Se o casamento tiver acontecido antes do reconhecimento da cidadania, você não poderá solicitar o reconhecimento da cidadania portuguesa como cônjuge, pois terá se casado com um brasileiro, por exemplo. 

Mas se você tiver se casado após o reconhecimento da cidadania portuguesa do seu cônjuge, você terá casado com um português, e portanto poderá pedir a sua nacionalidade por casamento.

Quantos anos de casamento são necessários para pedir cidadania portuguesa?

Atualmente, a legislação prevê a possibilidade de aquisição para quem esteja casado há mais de três anos com cidadão português.

Isso significa que completar três anos de casamento não faz com que a pessoa se torne automaticamente portuguesa.

O casamento cria uma possível via para o pedido.

Depois disso, é necessário:

  • analisar se a modalidade é aplicável;
  • verificar os registros portugueses;
  • reunir a documentação;
  • cumprir os demais requisitos;
  • apresentar a declaração e o pedido de nacionalidade.

Além disso, a declaração precisa ser feita na constância do casamento.

Portanto, é importante diferenciar:

ter tempo suficiente de casamento

de

já possuir a nacionalidade portuguesa.

São coisas diferentes.

Quem tem apenas 3 anos de casamento precisa comprovar a ligação efetiva à comunidade portuguesa. Ter filhos em comum, com a nacionalidade portuguesa reconhecida, é uma das provas aceitas. A residência no país também é uma prova admitida.

Se você não consegue comprovar a ligação efetiva com Portugal, ela passa a ser presumida a partir de 6 anos de casados.

Ser brasileiro permite a redução desse prazo para 5 anos de casados.

SituaçãoO que significa para a cidadania portuguesa
Menos de 3 anos de casamentoAinda não atingiu o tempo mínimo previsto para solicitar a nacionalidade portuguesa por casamento.
Mais de 3 anos de casamentoJá existe a possibilidade de solicitar a nacionalidade, mas não é automática. É necessário cumprir os demais requisitos e, conforme o caso, demonstrar ligação efetiva à comunidade portuguesa.
3+ anos + filhos portugueses em comumTer filhos em comum com nacionalidade portuguesa reconhecida pode ser relevante para a comprovação/presunção da ligação efetiva à comunidade portuguesa, conforme o enquadramento legal aplicável.
3+ anos + residência em PortugalA residência em Portugal também pode ser relevante para demonstrar ou presumir a ligação efetiva à comunidade portuguesa, conforme o tempo e as condições previstos na legislação.
5+ anos de casamento — brasileiroEm determinadas condições previstas na legislação, a ligação efetiva pode ser presumida, inclusive considerando a nacionalidade de país de língua oficial portuguesa.
6+ anos de casamentoA duração do casamento pode permitir a presunção da ligação efetiva à comunidade portuguesa, conforme os requisitos legais aplicáveis.

Tem algum fator que possa me impedir de tirar a cidadania portuguesa como cônjuge?

Sim. Existem cenários que desqualificam o requerente à aquisição da nacionalidade portuguesa como cônjuge, e eles devem ser observados antes do protocolo do pedido.

  • tiver se casado antes do reconhecimento da cidadania portuguesa do cônjuge naturalizado.
  • tiver sido condenado com pena de prisão de 3 anos ou mais, por um crime que em Portugal seja punível
  • tiver exercido cargos públicos, que não sejam apenas funções técnicas, em outro país
  • tiver prestado serviço militar não obrigatório em outro país
  • estiver envolvido em atividades relacionadas com terrorismo.

Casei no Brasil com um português. Posso pedir cidadania portuguesa?

Em princípio, o fato de o casamento ter sido celebrado no Brasil não impede a aquisição da nacionalidade portuguesa pelo casamento.

Mas existe uma questão documental importante:

como esse casamento aparece em Portugal?

Imagine:

português → casamento realizado no Brasil → cônjuge brasileiro

O casamento existe juridicamente no Brasil, mas é necessário verificar se o estado civil e o casamento do cidadão português estão devidamente registrados perante as autoridades portuguesas.

A página oficial do governo português informa que, no processo do cônjuge, é utilizada a certidão de casamento, podendo a apresentação ser dispensada quando forem informados a conservatória, o ano e o número do registro existente em Portugal.

Por isso, antes de começar a cidadania, é importante verificar a situação do casamento nos registros portugueses.

É importante checar também se seu cônjuge é português originário ou naturalizado, e quando seu casamento ocorreu.

Preciso transcrever o casamento em Portugal antes da cidadania do cônjuge?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes de brasileiros casados com portugueses.

Quando um cidadão português realiza um casamento no exterior, é necessário fazer a transcrição do casamento em Portugal, para que aquele casamento passe a constar nos registros civis portugueses.

No contexto da cidadania para cônjuge, a situação registral do casamento precisa ser conferida antes da apresentação do pedido.

Por exemplo:

português + casamento no Brasil → registro/transcrição em Portugal → pedido do cônjuge

Mas é importante não tratar qualquer procedimento documental como uma etapa isolada.

Antes, devem ser verificados:

  • assento de nascimento do português;
  • casamento;
  • eventuais casamentos anteriores;
  • divórcios;
  • alteração de nomes;
  • estado civil registrado em Portugal;
  • divergências documentais.

Primeiro analisar. Depois organizar os registros. Depois protocolar.

Esse cuidado pode evitar exigências, retrabalho e custos desnecessários.

Meu marido ou minha esposa conseguiu a cidadania portuguesa depois que nos casamos. Tenho direito?

Essa situação é comum entre as famílias brasileiras.

Imagine:

casamento em 2010

↓

um dos cônjuges reconhece a cidadania portuguesa em 2025

↓

o outro cônjuge quer solicitar a nacionalidade portuguesa

A primeira coisa que muitas pessoas fazem é olhar para a data de emissão do Cartão de Cidadão ou do passaporte.

Mas essa informação, sozinha, não conta toda a história.

É necessário entender:

  • quando aconteceu o casamento;
  • como o cônjuge se tornou português;
  • qual é a natureza da nacionalidade portuguesa;
  • como os registros estão organizados em Portugal;
  • quais requisitos são aplicáveis ao pedido.

Por isso, a pergunta correta não é apenas:

“Quando meu marido recebeu o passaporte?”

Mas:

“Como e quando a nacionalidade portuguesa dele passou a produzir os efeitos relevantes para o meu processo?”

Essa análise evita aplicar uma regra genérica a situações juridicamente diferentes.

Se seu marido ou esposa for cidadão português originário você não terá nenhum impedimento. Se ele ou ela for cidadão português naturalizado, você não terá direito.

Cidadania portuguesa para cônjuge é originária ou adquirida?

A nacionalidade portuguesa pelo casamento é uma forma de aquisição da nacionalidade por efeito da vontade.

Portanto, não estamos diante da mesma modalidade de nacionalidade originária utilizada em determinados processos de descendentes de portugueses.

A Lei da Nacionalidade coloca expressamente casamento e união estável dentro do capítulo de aquisição da nacionalidade.

De forma simplificada:

SituaçãoNatureza
Casamento com portuguêsNacionalidade adquirida
União de facto com portuguêsNacionalidade adquirida

Essa diferença é importante principalmente quando a família começa a pensar nas próximas gerações.

União estável dá direito à cidadania portuguesa?

Pode existir um caminho, mas é importante entender que, em Portugal, a união estável é correspondente à união de facto.

A legislação portuguesa atualmente prevê que o estrangeiro que viva há mais de três anos em união de facto com cidadão português pode adquirir a nacionalidade portuguesa, desde que exista decisão judicial reconhecendo essa situação.

Portanto:

casamento ≠ união estável / união de facto

Embora ambos possam permitir a aquisição da nacionalidade portuguesa, os procedimentos não são idênticos.

Para união estável, a justiça portuguesa informa entre os documentos necessários:

  • certidão da sentença judicial que reconhece a união há mais de três anos;
  • declaração recente do cidadão português confirmando que a união continua existindo;
  • demais documentos aplicáveis ao processo.

Por isso, possuir apenas uma escritura brasileira de união estável não deve ser interpretado como suficiente para iniciar a nacionalidade.

É preciso analisar como essa relação será juridicamente reconhecida para efeitos da legislação portuguesa.

Tenho união estável no Brasil. Ela vale em Portugal?

A existência de uma união estável registrada no Brasil é uma informação relevante, mas não significa automaticamente que todos os requisitos portugueses já estejam cumpridos.

Para a aquisição da nacionalidade portuguesa pela união de facto, a legislação exige o reconhecimento judicial da situação pelo tribunal competente.

Por isso, antes de preparar o pedido, deve-se verificar:

  • quando começou a união
  • quais documentos comprovam a relação
  • como será realizado o reconhecimento exigido
  • se a união continua existente
  • qual é a situação do cidadão português

Esse é um bom exemplo de por que procedimentos brasileiros e portugueses não devem ser tratados como se fossem exatamente equivalentes.

Preciso comprovar ligação efetiva com Portugal?

Essa é uma das questões que mais gera confusão em conteúdos sobre cidadania portuguesa por casamento.

O governo português informa que, dependendo da situação, podem ser necessários documentos que demonstrem ligação à comunidade portuguesa.

Ao mesmo tempo, existem situações em que essa ligação é reconhecida automaticamente.

A página oficial indica presunção da ligação efetiva com Portugal, entre outras hipóteses, quando:

  • casamento ou união estável existe há pelo menos 6 anos;
  • existe relação há pelo menos 5 anos e conhecimento da língua portuguesa;
  • existe relação há pelo menos 5 anos e o requerente nasceu e é nacional de país de língua oficial portuguesa;
  • existem filhos comuns do casal com nacionalidade portuguesa;
  • existe residência legal em Portugal há pelo menos 5 anos;
  • ou, em determinadas condições, residência legal em Portugal há pelo menos 3 anos acompanhada de estudo em Portugal ou conhecimento da língua portuguesa.

A própria Lei da Nacionalidade também estabelece que não há oposição por falta de ligação efetiva quando o casamento ou união de facto tem mais de seis anos ou quando existem filhos comuns portugueses, ressalvados outros fundamentos legais específicos.

Isso é especialmente relevante para brasileiros, mas cada processo deve ser analisado conforme a regra vigente e sua situação concreta.

Brasileiro precisa fazer prova de português para cidadania por casamento?

Não é correto afirmar que todo brasileiro casado com português precisa obrigatoriamente realizar uma prova de língua portuguesa.

O conhecimento da língua aparece dentro das regras relacionadas à ligação efetiva e pode ser relevante em determinadas situações.

A página oficial portuguesa, por exemplo, prevê hipótese de reconhecimento automático da ligação quando o casamento ou união tem pelo menos cinco anos e o requerente nasceu e é nacional de país de língua oficial portuguesa.

Por isso, antes de procurar cursos ou provas, é melhor verificar qual regra se aplica especificamente ao seu processo.

Tenho filhos portugueses. Isso ajuda no processo de cidadania do cônjuge?

Pode ser bastante relevante.

Atualmente, a legislação portuguesa prevê que não há oposição à aquisição por inexistência de ligação efetiva quando existem filhos comuns do casal com nacionalidade portuguesa, ressalvados outros fundamentos legais.

Imagine:

pai português + mãe brasileira

↓

filhos comuns portugueses

↓

pedido de nacionalidade da mãe pelo casamento

A existência dos filhos portugueses passa a integrar a análise do processo.

Esse é também um exemplo de por que a cidadania deve ser pensada como um projeto familiar, e não apenas como processos individuais isolados.

Preciso morar em Portugal para pedir cidadania pelo casamento?

Não. A cidadania portuguesa por casamento não é a mesma modalidade de nacionalidade baseada em anos de residência.

A própria justiça portuguesa apresenta o casamento com cidadão português como uma hipótese própria para aquisição da nacionalidade.

Além disso, o pedido pode ser apresentado por diferentes canais.

Atualmente, o serviço online de nacionalidade está disponível para pedidos apresentados por empresas especializadas, e existem também canais presenciais admitidos pelas autoridades portuguesas.

Portanto, morar no Brasil não elimina, por si só, a possibilidade de solicitar a nacionalidade portuguesa como cônjuge.

Preciso viajar para Portugal para fazer o processo?

Não. A possibilidade de representação profissional e de apresentação pelos canais disponibilizados pelas autoridades portuguesas permite estruturar processos sem que o requerente precise simplesmente viajar a Portugal para protocolar pessoalmente.

A justiça portuguesa informa que o pedido pode ser apresentado pelo mandatário. Aqui na Travessia Cidadania, o cliente assina uma procuração e nós cuidamos de tudo!

Por isso, quem mora em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife ou qualquer outra cidade do Brasil pode analisar e estruturar um processo de cidadania portuguesa sem partir da premissa de que precisará se mudar para Portugal.

Quais documentos são necessários para cidadania portuguesa por casamento?

Os documentos dependem da situação do casal.

Entre os documentos que podem fazer parte do processo estão:

Do requerente estrangeiro:

  • certidão de nascimento;
  • documento de identificação;
  • antecedentes criminais;
  • documentos exigidos para a declaração de aquisição;
  • documentos relacionados aos requisitos aplicáveis ao caso.

Do cidadão português:

  • assento de nascimento português;
  • identificação dos registros portugueses.

Do casamento:

  • assento de casamento;
  • informações sobre o registro do casamento em Portugal.

No caso de união estável, existem documentos específicos, incluindo a decisão judicial de reconhecimento e declaração do cidadão português confirmando a manutenção da união.

Dependendo do caso, também podem ser necessários:

  • Apostila da Haia;
  • reconhecimento de assinatura;
  • transcrição de casamento;
  • atualização de estado civil;
  • homologação de sentença estrangeira;
  • documentos relacionados a divórcio;
  • retificações;
  • documentos complementares solicitados pelas autoridades.

Por isso:

não comece emitindo todos os documentos que encontrou em uma lista na internet.

Primeiro analise.

Depois emita.

Tenho divergências de nomes nas certidões. Preciso retificar?

Depende. É comum encontrar diferenças como:

Maria Ferreira Silva → Maria Ferreira da Silva

João Santos → João dos Santos

datas divergentes;

locais de nascimento diferentes;

mudanças de sobrenome após casamento;

estado civil desatualizado.

A existência de uma divergência não significa automaticamente que todas as certidões precisam ser retificadas.

É necessário analisar:

  • qual informação diverge;
  • qual documento apresenta a diferença;
  • qual informação está juridicamente correta;
  • se a divergência interfere na identificação das pessoas;
  • se ela afeta o registro português ou o pedido.

Fazer uma retificação sem necessidade pode significar mais custo e mais tempo.

Meu cônjuge português já foi casado. Isso interfere?

Pode interferir na organização documental.

Se o cidadão português teve:

casamento anterior

divórcio

novo casamento

ou outras alterações de estado civil,

é importante verificar como esses acontecimentos estão registrados em Portugal.

Dependendo da situação, pode existir a necessidade de realizar atos prévios antes de estruturar o pedido do atual cônjuge.

O importante é que a história civil da pessoa esteja coerente com os registros utilizados no processo.

Sou divorciado de português. Ainda posso pedir cidadania pelo casamento?

Não. Esse ponto exige atenção.

A legislação estabelece que a declaração de vontade para adquirir a nacionalidade deve ocorrer na constância do casamento.

Portanto, quem já se divorciou não deve presumir que pode iniciar um novo pedido apenas porque permaneceu casado com cidadão português durante determinado período.

É necessário analisar a situação jurídica e as datas envolvidas.

Por outro lado, a lei também contém regra específica segundo a qual a posterior declaração de nulidade ou anulação do casamento não retira a nacionalidade já adquirida pelo cônjuge que tenha contraído o casamento de boa-fé.

Se você se divorciar após ter reconhecido a sua cidadania portuguesa como cônjuge, ela não será cancelada. 

São situações diferentes e não devem ser confundidas.

Meu marido ou minha esposa portuguesa faleceu. Ainda posso pedir?

Esse é um caso que merece análise individual.

A regra geral de aquisição pelo casamento está vinculada à declaração realizada na constância do casamento. Portanto, o falecimento do cidadão português não deve ser tratado da mesma maneira que o falecimento de um ascendente em processos de filhos ou netos.

Se o cidadão português faleceu, é importante verificar:

  • quando ocorreu o casamento;
  • quando ocorreu o falecimento;
  • se já havia pedido protocolado;
  • qual era a situação jurídica naquele momento;
  • quais normas são aplicáveis.

Não é seguro concluir apenas:

“Fui casado com português, então ainda tenho direito.”

Nem o contrário sem analisar o caso concreto.

Geralmente o pedido pode ser feito somente por viúvas de cidadãos portugueses originários, que se casaram antes de 3 de outubro de 1981.

Se o português falecer durante a tramitação do processo, não invalida o pedido.

O que mudou na cidadania portuguesa para cônjuge em 2026?

A Lei Orgânica n.º 1/2026, publicada em 18 de maio e em vigor desde 19 de maio de 2026, alterou diferentes dispositivos da Lei da Nacionalidade portuguesa. As novas disposições aplicam-se aos pedidos apresentados após sua entrada em vigor.

Para casamento, a regra do artigo 3.º continua estabelecendo que o estrangeiro casado há mais de três anos com nacional português pode adquirir a nacionalidade mediante declaração feita na constância do casamento.

Para união estável, permanece o requisito de relação há mais de três anos e reconhecimento judicial pelo tribunal competente.

A reforma da lei passou a exigir, em várias modalidades de naturalização, a comprovação por teste ou certificado do conhecimento suficiente da língua e cultura portuguesas, história, símbolos nacionais e organização política.

Mas a aplicação desses novos requisitos ainda depende de portarias e regulamentação detalhada do governo.

Então, sempre precisamos trabalhar com a regra vigente na data do pedido.

Por isso, conteúdos, vídeos e checklists produzidos antes das mudanças devem ser conferidos antes de serem utilizados como referência para um novo pedido.

Em cidadania, a data da informação importa.

Quanto custa a cidadania portuguesa para cônjuge em 2026?

O procedimento de aquisição da nacionalidade portuguesa por efeito da vontade, categoria na qual se enquadra o casamento, possui atualmente emolumento oficial de €250, conforme a tabela de custos do Instituto dos Registos e do Notariado.

Mas esse não será o custo total do processo.

Dependendo da situação, podem existir despesas com:

  • certidões brasileiras;
  • certidões portuguesas;
  • Apostila da Haia;
  • autenticações;
  • reconhecimento de firmas;
  • transcrição de casamento;
  • homologação de divórcio;
  • reconhecimento de união estável;
  • retificações;
  • traduções, quando aplicáveis;
  • envio de documentos;
  • honorários de assessoria.

Por isso, quando alguém pergunta:

“Quanto custa tirar cidadania portuguesa pelo casamento?”

a resposta correta precisa separar:

taxa oficial portuguesa + custos documentais + eventuais procedimentos anteriores + assessoria, quando contratada.

O valor final depende do caso.

Quanto tempo demora a cidadania portuguesa por casamento?

Não existe um prazo individual garantido para a conclusão de um processo de nacionalidade portuguesa por casamento.

Os consulados têm competência para julgar processos de cidadania portuguesa de mulheres casadas com portugueses antes de 1981.

Nos demais casos de cidadania portuguesa por casamento só a Conservatória dos Registos Centrais de Lisboa tem competência para julgar.

O protocolo pode ser feito em qualquer conservatória ou consulado, mas será encaminhado para análise em Lisboa.

O tempo pode variar conforme:

  • órgão responsável;
  • volume de processos;
  • documentação;
  • existência de exigências;
  • necessidade de atos prévios;
  • situação dos registros portugueses;
  • complexidade do caso.

Também é importante considerar que o tempo para preparar o processo e o tempo de tramitação depois do protocolo são coisas diferentes.

Uma família que ainda precisa transcrever casamento, resolver divórcio, corrigir registros ou reconhecer uma união estável terá uma etapa preparatória diferente de outra que já possui todos os registros organizados.

Atualmente (setembro/2026), a Conservatória dos Registos Centrais de Lisboa está analisando os processos de nacionalidade portuguesa pelo casamento que foram protocolados em outubro de 2021, no caso de casamento civil, e em fevereiro de 2026, no caso de união estável.

Casamento Civil – outubro 2021

União Estável – fevereiro 2026

Podemos concluir então que a cidadania portuguesa por casamento leva de 1 a 5 anos, depende dos documentos, dos atos anteriores, e da modalidade.

Por isso, comparações como:

“Minha amiga conseguiu em X meses.”

ou

“Meu cunhado fez muito mais rápido.”

não são uma garantia para outro processo.

Posso pedir cidadania portuguesa por casamento sozinho?

Existem canais oficiais para apresentação do pedido pelo próprio interessado.

Mas fazer sozinho não significa simplesmente preencher um formulário.

Antes do protocolo, é importante verificar:

casamento

registro em Portugal

tempo da relação

situação do cidadão português

ligação efetiva quando aplicável

antecedentes e impedimentos legais

casamentos e divórcios anteriores

divergências documentais

atos prévios

Um protocolo tecnicamente simples pode esconder uma preparação documental complexa.

Contar com uma assessoria especializada te dá segurança e tranquilidade durante todo o processo e evita perda de tempo e de dinheiro. Na Travessia Cidadania cuidamos de todas as etapas necessárias para que você se torne um cidadão português através do casamento.

Cidadania portuguesa por casamento dá direito a passaporte português?

Depois que a aquisição da nacionalidade é concluída e o cidadão passa a constar como português nos registros correspondentes, pode seguir para a emissão dos documentos oficiais, como cartão cidadão e passaporte.

Mas é importante não confundir:

pedido de nacionalidade

com

emissão de passaporte.

O passaporte é uma etapa posterior.

Por isso, o objetivo inicial não é “tirar passaporte português pelo casamento”, mas adquirir a nacionalidade portuguesa pela modalidade juridicamente aplicável.

Depois da cidadania pelo casamento, posso passar a nacionalidade para meus filhos?

Aqui existe uma diferença importante em relação à nacionalidade originária.

A cidadania obtida pelo casamento é uma nacionalidade adquirida, e os efeitos para filhos precisam ser analisados conforme a situação da geração seguinte.

A própria Lei da Nacionalidade prevê modalidade específica para filhos menores ou incapazes de pai ou mãe que adquira a nacionalidade portuguesa, mediante declaração.

Por isso, não devemos aplicar automaticamente ao cidadão naturalizado pelo casamento a mesma lógica de transmissão utilizada em determinadas modalidades de nacionalidade originária.

Se existem filhos, vale analisar:

  • idade;
  • data de nascimento;
  • quando o pai ou mãe adquiriu a nacionalidade;
  • filiação;
  • modalidade aplicável ao filho.

Mais uma vez:

cidadania deve ser analisada como projeto familiar.

Caso você tenha filhos de outro relacionamento, que sejam menores, poderá transmitir a nacionalidade portuguesa para eles.

Cidadania portuguesa por casamento exige morar em Portugal depois?

A aquisição pelo casamento não deve ser confundida com uma autorização de residência ou com a modalidade de naturalização baseada em anos de residência.

São regimes diferentes.

Quem pretende morar em Portugal, por sua vez, deve analisar também questões práticas posteriores relacionadas a documentos, residência, identificação e organização da mudança.

Mas a possibilidade de pedir nacionalidade pelo casamento não parte da obrigação de mudar para Portugal apenas para iniciar o processo.

Como começar a cidadania portuguesa para cônjuge?

Antes de emitir documentos, organize essas informações:

1. Quem é o cidadão português?

Seu marido, esposa ou companheiro já possui nacionalidade portuguesa?

2. Como ele se tornou português?

Nasceu em Portugal? É filho ou neto de português? Adquiriu a nacionalidade por outra modalidade?

3. Quando vocês se casaram ou iniciaram a união?

A duração da relação é relevante para a modalidade.

4. Onde aconteceu o casamento?

Brasil, Portugal ou outro país?

5. O casamento já está registrado em Portugal?

Verifique o estado civil do cidadão português.

6. Existem filhos comuns portugueses?

Essa informação é juridicamente relevante.

7. Existem casamentos ou divórcios anteriores?

A sequência dos registros precisa ser conferida.

8. Existem divergências documentais?

Compare nomes, datas, locais e estado civil.

9. É casamento ou união estável?

Os procedimentos são diferentes.

10. Existe algum ato que precisa ser realizado antes?

Só depois dessa análise faz sentido definir quais certidões e documentos devem ser emitidos.

Analise primeiro. Emita depois.

Perguntas frequentes sobre cidadania portuguesa para cônjuge

Sou casado com português. Tenho direito à cidadania?

A legislação prevê a possibilidade de aquisição para estrangeiro casado há mais de três anos com cidadão português, mediante declaração feita enquanto durar o casamento e desde que sejam cumpridos os demais requisitos aplicáveis.

Preciso estar casado há 3 ou 6 anos?

A possibilidade legal de pedido existe para casamento há mais de três anos. Os seis anos aparecem em regras relacionadas à comprovação da ligação efetiva, não como uma regra geral dizendo que todo cônjuge precisa esperar seis anos para solicitar.

Brasileiro casado com português pode pedir cidadania?

Sim, desde que cumpra os requisitos da modalidade. O fato de ser brasileiro ou morar no Brasil não impede, por si só, a aquisição pelo casamento.

Preciso morar em Portugal?

Não como requisito geral dessa modalidade. Casamento e residência são vias diferentes de aquisição da nacionalidade.

Preciso falar português?

A língua pode ser relevante dentro das regras de ligação efetiva em determinadas situações, mas não é correto afirmar que todo brasileiro casado com português precisa fazer uma prova de português.

Tenho filhos portugueses. Isso ajuda?

Sim, essa informação é relevante. A legislação reduz o tempo de casamento para protocolo do pedido de 6 para 3 anos quando existem filhos comuns do casal com nacionalidade portuguesa.

União estável dá cidadania portuguesa?

Pode permitir a aquisição, mas a modalidade portuguesa é a união de facto e exige, atualmente, mais de três anos e reconhecimento judicial pelo tribunal competente.

Casei no Brasil. Preciso registrar o casamento em Portugal?

Sim. A situação do casamento nos registros portugueses precisa ser verificada antes do pedido. A documentação oficial da modalidade exige a certidão de casamento portuguesa ou sua identificação perante a conservatória.

Meu marido conseguiu cidadania depois do nosso casamento. Posso pedir?

Pode existir um caminho, mas é necessário analisar como ele obteve a nacionalidade, as datas envolvidas e os registros portugueses antes de concluir qual procedimento se aplica. Se a cidadania dele for originária, você poderá reconhecer a sua nacionalidade pelo casamento. Se a cidadania dele for derivada, você não terá direito a aquisição da cidadania portuguesa.

Quanto custa cidadania portuguesa por casamento?

O emolumento oficial do procedimento de aquisição por efeito da vontade para maiores é atualmente €250, além dos eventuais custos documentais e procedimentos necessários ao caso.

Preciso viajar para Portugal?

Não. Existem canais de apresentação previstos pelas autoridades portuguesas e pedidos online podem ser submetidos por empresas especializadas.

Posso perder minha cidadania brasileira?

Não. A aquisição de outra nacionalidade não deve ser confundida automaticamente com perda da nacionalidade brasileira. Para brasileiros, a constituição admite múltiplas nacionalidades.

Antes das certidões, entenda a história do casal

A cidadania portuguesa para cônjuge parece simples quando resumida em uma frase:

“Sou casado com português.”

Mas o processo pode envolver muito mais:

casamento → registros portugueses → nacionalidade do cônjuge → tempo da relação → ligação efetiva → filhos → atos anteriores → documentação → protocolo

É por isso que duas pessoas casadas com cidadãos portugueses podem ter processos diferentes.

  • Uma pode já ter o casamento registrado em Portugal.
  • Outra pode precisar transcrevê-lo.
  • Uma pode ter filhos portugueses.
  • Outra não.
  • Uma pode estar casada há quatro anos.
  • Outra há vinte.
  • Uma pode ter casamento anterior.
  • Outra pode viver em união de facto.

O direito começa na lei, mas o caminho aparece nos documentos.

Como a Travessia Cidadania pode te ajudar

A Travessia Cidadania atua desde 2020 com processos de cidadania europeia e já atendeu mais de 1.500 famílias.

Nascemos em Belo Horizonte, Minas Gerais, e atendemos famílias em todo o Brasil e no exterior em processos de cidadania portuguesa, cidadania italiana, cidadania espanhola e cidadania alemã.

Se você é casada com português, casado com portuguesa, vive em união estável com cidadão português ou tem um cônjuge que recentemente reconheceu a nacionalidade portuguesa, a análise do histórico do casal é o melhor ponto de partida.

Fale com a equipe da Travessia Cidadania para entender quais etapas realmente se aplicam ao seu caso.

O post Cidadania portuguesa para cônjuges em 2026: quem tem direito, documentos, custos e como funciona apareceu primeiro em Travessia Cidadania.

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Cidadania portuguesa para filhos em 2026: quem tem direito, documentos, custos e como funciona https://travessiacidadania.com.br/cidadania-portuguesa-para-filhos-em-2026/ https://travessiacidadania.com.br/cidadania-portuguesa-para-filhos-em-2026/#comments Thu, 10 Sep 2026 21:04:15 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=3520 Imagem em formato vertical mostrando uma mão segurando um passaporte vermelho de Portugal. Ao fundo, desfocado, está um clássico elétrico amarelo percorrendo as ruas de pedra de Lisboa sob um céu azul.

O post Cidadania portuguesa para filhos em 2026: quem tem direito, documentos, custos e como funciona apareceu primeiro em Travessia Cidadania.

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Ter pai ou mãe portuguesa não garante o direito a nacionalidade portuguesa, mas em muitas vezes permite o reconhecimento da cidadania portuguesa para filhos nascidos fora de Portugal.

Essa é uma das principais formas de concessão da nacionalidade portuguesa. Mas dizer apenas “meu pai é português” não é suficiente para entender o processo: é preciso analisar como a nacionalidade do genitor foi reconhecida, como a filiação aparece nos documentos e qual modalidade se aplica ao caso.

Em 2026, tivemos mudanças introduzidas pela Lei Orgânica n.º 1/2026, em vigor desde 19 de maio. Mas a modalidade destinada a filhos de portugueses nascidos no estrangeiro continua prevista, e quem cumpre os requisitos pode ser reconhecido como português.

Conteúdo

Quem tem direito à cidadania portuguesa como filho?

A Lei da Nacionalidade prevê a concessão da nacionalidade portuguesa a filhos de mãe portuguesa ou pai português nascidos no estrangeiro.

Na estrutura mais simples:

pai ou mãe portuguesa → filho ou filha

Em geral, essa modalidade considera três elementos:

  • nascimento fora de Portugal;
  • pai ou mãe com nacionalidade portuguesa;
  • declaração de vontade de ser português.

Porém existem modalidades de pedidos diferentes, que devem ser observados de acordo com a forma que a cidadania portuguesa do pai ou da mãe tenha sido concedida.

Se trata-se de uma cidadania por direito de sangue, para descendente, é considerada nacionalidade atribuída. Independente de quando tenha sido reconhecida, é válida desde o nascimento e pode ser transmitida tanto para filhos menores, quanto para filhos maiores.

Se for uma cidadania por direito adquirido, concedida para residentes e cônjuges, por exemplo, é considerada nacionalidade derivada – naturalização. Ela tem efeitos somente a partir do momento em que foi concedida e só pode ser transmitida para filhos menores.

AtribuiçãoAquisição
A nacionalidade por atribuição é definida como
originária. Independente de quando ela seja
reconhecida, tem efeitos desde o nascimento e
pode ser transmitida para filhos menores e
maiores.
A nacionalidade por aquisição é definida como
derivada (naturalização). Tem efeitos a partir do
momento em que é concedida e só pode ser
transmitida para filhos menores.

Para os filhos maiores ou menores, de pai ou mãe portuguesa com nacionalidade originária, a cidadania será concedida também como nacionalidade originária.

Para filhos menores, de pai ou mãe portuguesa com nacionalidade derivada, será concedida também a nacionalidade derivada.

Para filhos adotados na menoridade, de pai ou mãe portuguesa com nacionalidade originária ou derivada, será concedida a nacionalidade derivada.

Para filhos que tenham sido reconhecidos na maioridade, de pai ou mãe portuguesa com nacionalidade originária ou derivada, será concedida a nacionalidade derivada. 

Meu pai ou minha mãe nasceu em Portugal. Posso pedir?

Esse é um dos cenários mais diretos.

Se você nasceu fora de Portugal e é filho de uma pessoa portuguesa, existe a possibilidade de atribuição da nacionalidade.

Exemplo:

pai português → filho nascido no Brasil

ou

mãe portuguesa → filha nascida no Brasil

Mesmo assim, os registros precisam ser conferidos. A certidão do filho deve demonstrar corretamente a filiação, e o registro português do pai ou da mãe precisa estar identificado. Divergências de nomes, casamentos ou questões de filiação podem exigir análise prévia.

E se meu pai ou minha mãe não nasceu em Portugal, mas também é português?

Isso é bastante comum, e na maioria das vezes possível.

Uma pessoa nascida no Brasil pode ter reconhecido a nacionalidade portuguesa. Nesse caso, é necessário entender qual é a natureza dessa nacionalidade e quais efeitos ela produz para os filhos.

A nacionalidade originária produz efeitos desde o nascimento, enquanto a nacionalidade derivada é valida apenas do momento da concessão em diante. Por isso, a data em que o pai recebeu o Cartão de Cidadão ou Passaporte não basta para definir o direito da geração seguinte.

Meu pai ou minha mãe tirou a cidadania depois que eu nasci. Tenho direito?

Esse caso precisa de análise.

A pergunta principal é:

o pai ou a mãe reconheceu a nacionalidade originária ou adquiriu a nacionalidade derivada?

Se seu genitor for descendente de português e tiver reconhecido a cidadania por essa via, você poderá solicitar a sua nacionalidade portuguesa também.

Se seu genitor adquiriu a nacionalidade portuguesa, existem regras e requisitos específicos que devem ser analisados caso a caso.

Lembrando que existem aplicações diferentes também para filhos adotados e para filhos reconhecidos na maioridade. 

Portanto, não é correto aplicar a mesma regra a todos os filhos.

Filho de português tem limite de idade?

Na modalidade de atribuição para filhos de portugueses nascidos no estrangeiro, ser adulto não elimina, por si só, a possibilidade.

A idade ganha importância diferente quando o pai ou a mãe adquiriu a nacionalidade depois do nascimento do filho.

Há formulários oficiais diferentes para maiores e menores de 18 anos e para cada caso específico.

O português precisa ter declarado o nascimento do filho?

Não necessariamente.

Se o português não aparece como declarante na certidão brasileira, isso não significa automaticamente que o processo seja inviável.

É preciso verificar:

  • quem declarou o nascimento;
  • quando ocorreu o registro;
  • como a filiação foi estabelecida;
  • se os pais eram casados;
  • se houve reconhecimento posterior.

O ponto central é comprovar juridicamente a relação entre o português e o requerente.

Precisa transcrever o casamento do português?

Depende.

Casamentos realizados fora de Portugal podem precisar ser transcritos, especialmente quando precisamos comprovar a filiação apresentada no processo.

Antes de fazer a transcrição, é importante entender:

quem é o português, quem declarou o nascimento do filho, quando ocorreu o casamento e como a filiação aparece nos registros.

Quando os pais não foram casados e a mulher que transmite a nacionalidade portuguesa, provavelmente a transcrição será necessária.

No caso em que ambos os pais sejam portugueses, a transcrição possivelmente precisará ser feita.

Fazer procedimentos sem analisar o caso pode gerar custo e atraso desnecessários.gos, analisar divergências ou realizar procedimentos anteriores ao pedido.

O que mudou na cidadania portuguesa para filhos em 2026?

A Lei Orgânica n.º 1/2026 entrou em vigor em 19 de maio de 2026 e alterou diferentes regimes da nacionalidade portuguesa.

Para filhos de portugueses nascidos no estrangeiro, porém, a modalidade de nacionalidade continua disponível.

Quem tem pai ou mãe portuguesa e cumpre os requisitos aplicáveis pode continuar solicitando o reconhecimento da nacionalidade.

As mudanças reforçam a importância de consultar informações atualizadas, principalmente porque conteúdos antigos podem misturar modalidades diferentes.

Quais documentos são necessários?

Entre os documentos exigidos estão:

Do requerente:

  • documento de identificação;
  • certidão de nascimento;
  • declaração aplicável ao pedido.

Do pai ou da mãe portuguesa:

  • certidão de nascimento portuguesa ou identificação do registro em Portugal.

Também pode haver necessidade de Apostila da Haia, tradução juramentada ou outros documentos, dependendo do caso.

Antes de emitir tudo, vale conferir:

pai/mãe português → filho requerente

e verificar divergências de nome, data, local de nascimento, estado civil e filiação.

Analise primeiro, emita depois.

Esse cuidado ajuda a evitar retrabalho e gastos desnecessários.

Quanto custa a cidadania portuguesa para filhos em 2026?

O emolumento oficial para procedimentos de atribuição de filho maior é atualmente de €175. A atribuição de cidadania portuguesa para filho menor é gratuita.

Já para filhos de portugueses naturalizados, o valor para filho maior é de 250 euros, e para filho menor é de 200 euros. 

AtribuiçãoAquisição
Filho menor = gratuitoFilho menor = 200 euros
Filho maior = 175 eurosAdotado/Reconhecido = 250 euros

Além disso, podem existir custos com:

  • certidões;
  • Apostila da Haia;
  • traduções juramentadas;
  • reconhecimento de assinaturas;
  • transcrição de casamento;
  • retificações;
  • homologação de sentença: divórcio, adoção ou reconhecimento
  • pesquisa genealógica
  • envio de documentos;
  • honorários de assessoria.

O valor total varia conforme a situação documental de cada família.

Quanto tempo demora?

Não existe prazo único garantido.

A duração pode variar conforme:

  • local de processamento;
  • volume de pedidos;
  • documentação;
  • eventuais exigências;
  • necessidade de atos prévios.

Na Conservatória dos Registos Centrais de Lisboa os pedidos de nacionalidade portuguesa para filhos que estão sendo analisados atualmente (setembro/2026) foram protocolados em fevereiro de 2022, no caso de filhos maiores, e em junho de 2025, no caso de filhos menores.

No Arquivo Central do Porto os pedidos de nacionalidade portuguesa para filhos que estão sendo analisados atualmente (setembro/2026) foram protocolados em maio de 2025, no caso de filhos maiores, e em novembro de 2025, no caso de filhos menores.

Podemos concluir que o processo de nacionalidade portuguesa para filhos demora de 1 a 4 anos. Por isso, estimativas devem ser usadas apenas como referência e não como promessa de conclusão.

Conservatória dos Registos Centrais de LisboaArquivo Central do Porto
Maior – fevereiro 2022Maior – maio 2025 
Menor – junho 2025Menor – novembro 2025

Preciso morar em Portugal para pedir como filho?

Não. A cidadania portuguesa para filhos nascidos no estrangeiro não exige mudança para Portugal.

O pedido pode ser apresentado pelos canais admitidos pelas autoridades portuguesas: presencialmente, por correio ou online quando houver representação por empresa com advogado habilitado em Portugal.

Como começar?

Antes de pedir documentos, organize quatro informações:

1. Quem é o português?

É seu pai ou sua mãe? Nasceu em Portugal ou reconheceu a cidadania depois?

2. Qual é o registro português?

Localize o assento de batismo ou de nascimento e confira nome, data e cidade.

3. Como sua filiação aparece?

Veja quem declarou seu nascimento e se existem divergências.

4. Existe algum procedimento anterior?

Pode ser necessário avaliar transcrição, reconhecimento de filiação ou correção documental.

Mesmo com apenas duas gerações, os processos não são todos iguais.

Perguntas frequentes sobre cidadania portuguesa para filhos

Meu pai/mãe não tem cidadania portuguesa. Posso pedir como filho?

Não. Para utilizar diretamente a modalidade de filho, um dos seus pais precisa ser português.

Se o português da família é seu avô ou bisavó, existe a modalidade própria para netos ou uma estratégia envolvendo a geração intermediária.

Meu avô português morreu. Ainda posso tirar cidadania?

Sim. O falecimento do avô não elimina as possibilidades da família.

Mas, se ele é seu avô e não seu pai ou mãe, o caso deve ser analisado como neto, ou você deve reconhecer primeiro a cidadania do seu pai ou mãe.

Quanto custa a cidadania portuguesa para filhos?

O emolumento oficial para requerentes maiores atualmente varia de €175 a €250, além dos custos documentais e eventuais procedimentos específicos.

Quanto tempo demora?

Não existe prazo único garantido. Mas em média, tende a levar 2 anos.

A tramitação depende do órgão responsável, documentação apresentada, volume de pedidos e eventuais exigências.

Posso passar a cidadania para meus filhos e cônjuge?

Sim. Depois do seu reconhecimento, seus filhos podem solicitar a nacionalidade portuguesa para eles.

O cônjuge utiliza uma modalidade diferente, sujeita aos requisitos específicos de casamento ou união estável.

Preciso ter sobrenome português?

Não. O sobrenome não interfere no direito. O que importa é comprovar juridicamente a filiação.

Se eu tirar a cidadania portuguesa, perderei a brasileira?

Não. Brasil e Portugal admitem múltiplas nacionalidades, e brasileiros que reconhecem a cidadania portuguesa continuam sendo brasileiros.

Bisneto ou trineto também tem direito?

Depende da estrutura da família.

Pode ser necessário que uma geração anterior reconheça primeiro a nacionalidade ou verificar outra modalidade aplicável ao requerente.

Quanto maior a distância geracional, mais importante é analisar a linha antes de definir quem inicia o processo.

Preciso morar ou viajar para Portugal?

Não. O processo pode ser apresentado a partir do exterior pelos canais disponibilizados pelas autoridades portuguesas.

Posso solicitar sozinho?

Sim. Existem canais oficiais para apresentação do pedido pelo próprio interessado, mas casos com divergências, filiação mal estabelecida, transcrição ou dúvida sobre a modalidade correta exigem atenção maior antes do protocolo.

Ter uma assessoria especializada para te guiar durante todo o processo faz total diferença.

A Travessia Cidadania conta com uma equipe especializada em nacionalidade portuguesa e você pode nos contatar clicando AQUI.

Filho de português pode ser considerado português desde o nascimento?

Sim. Na modalidade de atribuição da nacionalidade originária para filhos de portugueses nascidos no estrangeiro, a pessoa será considerada portuguesa desde o nascimento.

Isso é relevante inclusive para a transmissão da cidadania às gerações seguintes.

Pai ou mãe portuguesa precisa estar vivo?

Não existe requisito legal exigindo que o progenitor português esteja vivo no momento do pedido.

O essencial é comprovar:

quem era o cidadão português e qual é a filiação do requerente.

O falecimento pode mudar a documentação necessária, mas não elimina automaticamente a possibilidade.

Como a Travessia Cidadania pode te ajudar

A Travessia Cidadania atua desde 2020 com processos de cidadania europeia e já atendeu mais de 1.500 famílias.

Nascemos em Belo Horizonte, Minas Gerais, e atendemos famílias em todo o Brasil e no exterior em processos de cidadania portuguesa, cidadania italiana, cidadania espanhola e cidadania alemã.

Fale com a equipe da Travessia Cidadania para entender quais etapas realmente se aplicam ao seu caso.

Cidadania Portuguesa para Filhos

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Cidadania portuguesa para netos em 2026: quem tem direito, documentos e novas regras https://travessiacidadania.com.br/cidadania-portuguesa-para-netos-2026/ Mon, 31 Aug 2026 20:59:16 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=3475 Imagem em formato vertical mostrando uma mão segurando um passaporte vermelho de Portugal. Ao fundo, desfocado, está um clássico elétrico amarelo percorrendo as ruas de pedra de Lisboa sob um céu azul.

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Ter um avô ou uma avó portuguesa pode abrir um caminho para o reconhecimento da cidadania portuguesa para netos, mesmo quando o pai ou a mãe do requerente nunca tenha obtido a nacionalidade portuguesa.

Mas descobrir a ascendência portuguesa é apenas o começo.

Para entender se existe um caminho, é necessário analisar quem é o português da família, como a filiação foi registrada entre as gerações, quais documentos existem e quais regras se aplicam ao pedido.

Essa análise se tornou ainda mais importante em 2026.

Em 19 de maio de 2026, entrou em vigor a Lei Orgânica n.º 1/2026, que alterou pontos importantes da Lei da Nacionalidade. A possibilidade de atribuição da nacionalidade portuguesa aos netos foi mantida, mas novos pedidos passaram a estar sujeitos também a requisitos adicionais previstos na legislação. Os processos que já tinham sido protocolados quando a nova lei entrou em vigor serão analisados de acordo com a redação anterior da legislação.

Por isso, quem pretende iniciar hoje um processo de cidadania portuguesa como neto precisa ter atenção a conteúdos e orientações produzidos antes dessa mudança.

Travessia Cidadania - Cidadania Portuguesa para Netos

Conteúdo

Quem tem direito à cidadania portuguesa para netos?

A Lei da Nacionalidade considera português de origem, mediante o cumprimento dos requisitos legais, quem tenha pelo menos um ascendente de nacionalidade portuguesa originária em segundo grau na linha reta que não tenha perdido essa nacionalidade.

Na prática, estamos falando desta estrutura:

avô ou avó português → filho ou filha → neto ou neta

Uma das dúvidas mais comuns é:

“Meu pai ou minha mãe nunca tirou a cidadania portuguesa. Eu posso pedir como neto?”

Sim, existe uma via própria para o neto.

A geração intermediária não precisa necessariamente obter primeiro a nacionalidade portuguesa para que o neto utilize a modalidade prevista para ele.

Isso não significa, porém, que essa geração seja ignorada.

O processo precisa demonstrar documentalmente a ligação:

português → filho → neto.

Por isso, antes de emitir certidões, é importante identificar o ascendente português, localizar seu registro, verificar os documentos da geração intermediária e conferir como nomes, datas, casamentos e filiação aparecem ao longo da família.

A origem portuguesa inicia a história. A documentação é o que permite comprová-la.

Meu avô português faleceu. Ainda posso pedir a cidadania?

Sim.

O falecimento do avô ou da avó não impede, por si só, o pedido de cidadania portuguesa para netos.

A legislação exige a existência de um ascendente português originário em segundo grau que não tenha perdido a nacionalidade, mas não determina que ele esteja vivo quando o neto apresenta o pedido.

O mesmo vale se o pai ou a mãe intermediário também já tiver falecido.

O que pode mudar é o trabalho documental necessário para reconstruir essa linha familiar.

Em famílias de imigração mais antiga, por exemplo, pode ser necessário localizar o assento português, certidões brasileiras, casamentos e registros com diferentes grafias de nomes.

A pergunta principal deixa de ser:

“Meu avô está vivo?”

e passa a ser:

“Consigo demonstrar documentalmente a ligação entre meu avô português, meu pai ou minha mãe e eu?”

Familiar falecido na linhagem do português

O português precisa ter declarado o nascimento do filho?

Não necessariamente.

Esse é um dos pontos que mais geram dúvidas na análise da cidadania portuguesa para netos.

Encontrar uma certidão em que o português não aparece como declarante do nascimento não significa automaticamente que o processo seja inviável.

É preciso verificar como e quando a filiação foi juridicamente estabelecida.

Registros antigos podem apresentar situações como nascimento declarado por apenas um dos pais ou por terceiro, casamento posterior ao nascimento, reconhecimento de filiação e diferenças nos sobrenomes.

Por isso, uma única informação da certidão não deve ser analisada isoladamente.

A linha documental precisa ser observada como um conjunto.

Precisa transcrever o casamento do português?

Nem sempre.

O casamento realizado fora de Portugal pode precisar ser transcrito para o registro civil português em determinadas situações, mas a transcrição não é uma etapa automática do processo de cidadania portuguesa para netos.

A necessidade depende da estrutura familiar, da forma como a filiação foi estabelecida e da situação registral do ascendente português.

Por isso, antes de realizar a transcrição ou qualquer outro ato prévio, é importante entender qual função aquele procedimento terá dentro do processo.

Esse cuidado evita começar pela emissão ou regularização de documentos, que talvez nem fossem necessários.

O correto é fazer a transcrição do casamento, pois como previsto na legislação, todos os atos que acontecem no exterior devem ser transcritos em Portugal. Mas em alguns casos a comprovação da linhagem pode ser feita sem a transcrição do casamento.

O que mudou na cidadania portuguesa para

netos em 2026?

A Lei Orgânica n.º 1/2026 entrou em vigor em 19 de maio de 2026 e manteve a possibilidade de nacionalidade originária para netos de portugueses.

A principal diferença está nos requisitos aplicáveis aos novos pedidos.

A lei passou a determinar que a atribuição para netos também pressupõe o cumprimento das condições previstas nas alíneas c) a h) do artigo 6.º, n.º 1.

Entre elas estão requisitos relacionados ao conhecimento da língua e da cultura portuguesas, história e símbolos nacionais, direitos e deveres fundamentais, organização política portuguesa, adesão aos princípios do Estado de direito democrático, além de determinados critérios criminais e de segurança.

Para nacionais de países de língua oficial portuguesa, como o Brasil, a lei prevê uma presunção relacionada ao conhecimento da língua portuguesa, salvo manifesta falta de domínio do idioma.

Mas isso não significa que ser brasileiro cumpra automaticamente todos os requisitos previstos na nova legislação.

Há ainda uma diferença fundamental de data:

Processos administrativos que já estavam pendentes em 19 de maio de 2026 seguem a legislação anterior.

Novos pedidos são analisados conforme a legislação atualmente em vigor.

Por isso, quem pesquisou cidadania portuguesa para netos antes de maio de 2026 deve conferir novamente as regras antes de iniciar o processo.

Quais documentos são necessários para cidadania portuguesa para netos?

A documentação depende da história de cada família, mas existe uma lógica central:

português → geração intermediária → neto requerente.

Do avô ou avó portuguesa, é importante identificar corretamente o assento de nascimento e informações como nome, data e local de nascimento.

Do pai ou mãe intermediário, a certidão de nascimento é fundamental para demonstrar a ligação entre o português e o neto, além de permitir verificar filiação, alterações de nome, casamento e possíveis divergências.

Já do neto requerente, podem integrar o processo certidão de nascimento, documento de identificação, registros criminais aplicáveis e demais elementos exigidos pela legislação.

O Portal da Justiça apresenta atualmente entre os documentos do processo do neto a certidão de nascimento do requerente, a certidão do pai ou mãe que é filho do português e a identificação do registro do avô ou avó portuguesa, além dos demais documentos aplicáveis ao caso.

Em documentos brasileiros, também pode haver necessidade de legalização por Apostila da Haia, conforme o documento e sua utilização.

O mais importante é evitar um erro comum:

emitir tudo antes de analisar o que realmente será necessário.

Em muitos casos, descobrir uma divergência, uma questão de filiação ou um ato prévio somente depois de emitir e apostilar documentos significa retrabalho e novos custos.

Viagem a Lisboa com o passaporte português e o tradicional elétrico amarelo ao fundo.

Quanto custa a cidadania portuguesa para netos em 2026?

O emolumento oficial português para o procedimento de atribuição da nacionalidade referente a requerente maior é atualmente de €175.

Além dessa taxa, podem existir despesas com:

  • certidões portuguesas e brasileiras;
  • Apostila da Haia;
  • envio de documentos;
  • eventuais traduções;
  • pesquisas documentais;
  • atos registrais necessários ao caso.

Por isso, não existe um custo documental único para todas as famílias.

Uma pessoa pode já possuir uma linha bem organizada, enquanto outra precisa localizar registros antigos, analisar divergências ou realizar procedimentos anteriores ao pedido.

Quanto tempo demora a cidadania portuguesa para netos?

Não existe atualmente um prazo oficial único e garantido para todos os processos de cidadania portuguesa para netos.

O tempo pode variar conforme o volume de pedidos em análise, a documentação apresentada, eventuais consultas, particularidades da filiação e necessidade de complementação documental.

Por isso, comparar o próprio processo com o de outra família pode ajudar a compreender o cenário, mas não permite prever com precisão uma data de conclusão.

Depois de criado o processo, o requerente pode acompanhar seu andamento através dos canais oficiais de consulta.

Atualmente (setembro/2026) a Conservatória dos Registos Centrais (CRC) de Lisboa está analisando os processos de nacionalidade portuguesa para netos protocolados em 2022, enquanto o Arquivo Central do Porto (ACP) já trabalha com processos de setembro de 2023.

ModalidadeConservatória dos Registos Centrais de LisboaArquivo Central do Porto
Neto menor de portuguêsJaneiro de 2025Abril de 2026
Neto maior de portuguêsJaneiro de 2022Setembro de 2023

Os prazos são estimativas baseadas no andamento observado dos processos e podem variar conforme a conservatória responsável, a modalidade do pedido, a documentação apresentada, eventuais exigências e o volume de processos em análise. As datas indicam períodos de entrada dos processos que estavam sendo analisados e não representam garantia de conclusão dentro do prazo informado. Dados consultados em setembro de 2026, com base nas informações mais recentes disponíveis referentes ao andamento de 2026.

Como começar a cidadania portuguesa sendo neto?

Antes de pedir certidões, organize a história da família.

Comece identificando:

  • Quem é o português

Nome, nascimento, cidade e informações que permitam localizar seu registro.

  • Como a linha chega até você

Monte a sequência: português → filho → neto.

  • Como os documentos conversam entre si

Compare nomes, datas, filiação, casamentos e possíveis divergências.

  • Existe algum ato prévio necessário

Transcrição, retificação ou outra providência depende da situação concreta.

  • Quais documentos realmente serão utilizados

Só depois dessa análise faz sentido emitir, apostilar e organizar a documentação definitiva.

Em outras palavras:

analise primeiro, emita depois.

Posso pedir cidadania portuguesa como neto sem morar em Portugal?

Sim.

A modalidade destinada aos netos não estabelece uma obrigação geral de residência em Portugal. A Lei da Nacionalidade mantém essa hipótese como nacionalidade originária baseada na descendência.

Portanto, uma pessoa que vive no Brasil pode ter seu processo analisado sem precisar mudar para Portugal apenas para solicitar o reconhecimento.

Mão segurando um passaporte português vermelho em primeiro plano, com a bandeira de Portugal hasteada e árvores ao fundo sob céu azul.

Perguntas frequentes sobre cidadania portuguesa para netos

Meu pai/mãe não tem cidadania portuguesa. Posso pedir como neto?

Sim. Existe uma modalidade própria para o neto, sem que o pai ou a mãe intermediário precise reconhecer a nacionalidade primeiro. A documentação dessa geração, porém, continua sendo necessária para comprovar a descendência.

Meu avô português morreu. Ainda posso tirar cidadania?

Sim. O falecimento do ascendente português não elimina, por si só, a possibilidade de reconhecimento. O importante é comprovar a linha familiar e cumprir os demais requisitos legais.

Quanto custa a cidadania portuguesa para netos?

A taxa oficial portuguesa referente ao procedimento de atribuição para requerente maior é atualmente de €175, além dos custos documentais específicos de cada caso.

Quanto tempo demora?

Não existe um prazo único garantido. A duração varia conforme a tramitação, documentação e particularidades do processo. Atualmente (setembro/2026) a Conservatória dos Registos Centrais de Lisboa está analisando os processos de nacionalidade portuguesa para netos protocolados em 2022. Portanto a média atual é de quatro anos.

Posso passar a cidadania para meus filhos e cônjuge? 

Sim. Após o reconhecimento da sua cidadania portuguesa, você poderá transmiti-la para seus filhos e para seu cônjuge. Essa com certeza será a melhor herança que você deixará para eles. Para o cônjuge vale tanto casamento civil quanto união estável.

Preciso ter o sobrenome da família?

Não. O sobrenome não garante o direito à cidadania portuguesa, ele é apenas uma pista. O que garante o direito é a manutenção da linhagem, comprovada através da documentação.

Se eu tirar a cidadania portuguesa perderei a cidadania brasileira?

Não. Tanto Portugal quanto o Brasil permitem a dupla cidadania. Você só terá vantagens, não se preocupe.

Bisneto ou trineto também tem direito?

Sim. Se você mora fora de Portugal, seu avô ou avó, e/ou pai ou mãe deve tirar primeiro, para que depois você reconheça. Se você é bisneto e mora em Portugal, pode fazer o pedido de forma direta, sem ninguém da linhagem ter conhecido antes.

Preciso morar ou viajar para Portugal?

Não existe uma obrigação de residência em Portugal para requerer a nacionalidade portuguesa como neto. O pedido pode ser feito de qualquer lugar do mundo. Fique tranquilo, pois cuidaremos de tudo para você!

Posso solicitar sozinho?

Existem canais oficiais que permitem ao próprio interessado apresentar o pedido. No entanto, casos envolvendo divergências, filiação, atos prévios ou dúvidas sobre a legislação atual exigem atenção especial antes do protocolo.

Antes das certidões, entenda a história da sua família

Muitos processos começam com uma frase simples:

“Meu avô nasceu em Portugal.”

Essa informação pode representar o início de um caminho para a cidadania portuguesa.

Mas entre a memória familiar e o reconhecimento da nacionalidade existe uma etapa indispensável: transformar essa história em uma linha documental capaz de comprovar cada geração.

  • Quem é o português?
  • Como a filiação foi registrada?
  • Existem divergências?
  • Há algum procedimento que precisa ser realizado antes?
  • Quais regras se aplicam ao pedido em 2026?

Responder essas perguntas antes de começar ajuda a organizar o processo com mais clareza e evita decisões baseadas em informações antigas ou em situações de outras famílias.

Como a Travessia Cidadania pode te ajudar

A Travessia Cidadania atua desde 2020 com processos de cidadania europeia e já atendeu mais de 1.500 famílias.

Nascemos em Belo Horizonte, Minas Gerais, e atendemos famílias em todo o Brasil e no exterior em processos de cidadania portuguesa, cidadania italiana, cidadania espanhola e cidadania alemã.

Fale com a equipe da Travessia Cidadania para entender quais etapas realmente se aplicam ao seu caso.

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16ª Festa Portuguesa em Belo Horizonte https://travessiacidadania.com.br/16a-festa-portuguesa-em-belo-horizonte/ Sat, 13 Jun 2026 10:53:39 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=3254 Festa Portuguesa 2026 celebra os laços entre Minas Gerais e Portugal com gastronomia, música e tradição Neste sábado, 13 de junho, a tradicional Festa Portuguesa de Belo Horizonte chega à 16ª edição com entrada gratuita na Praça Carlos Chagas (da Assembleia). Integrante da Semana de Portugal, o evento será realizado das 9h às 22h e […]

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Festa Portuguesa 2026 celebra os laços entre Minas Gerais e Portugal com gastronomia, música e tradição

Neste sábado, 13 de junho, a tradicional Festa Portuguesa de Belo Horizonte chega à 16ª edição com entrada gratuita na Praça Carlos Chagas (da Assembleia). Integrante da Semana de Portugal, o evento será realizado das 9h às 22h e deve reunir milhares de pessoas em uma celebração da cultura lusitana, aproximando gastronomia, música, artesanato, manifestações folclóricas e outras tradições que ajudam a preservar os vínculos históricos entre Portugal e Minas Gerais.

A programação começa pela manhã, com missa no Santuário Nossa Senhora de Fátima, e segue ao longo do dia com oficinas de bordado e azulejaria portuguesa, apresentações musicais, desfiles folclóricos e atividades culturais. A proposta é oferecer uma imersão nas tradições portuguesas e aproximar diferentes gerações de costumes que atravessaram o Atlântico e permanecem presentes na formação cultural mineira.

Entre esses costumes, a gastronomia ocupa lugar central. A festa contará com estandes de restaurantes, chefs e produtores especializados na culinária de Portugal, com petiscos, pratos principais, doces, produtos típicos e vinhos. Os melhores pratos serão reconhecidos com prêmio no Concurso Gastronômico da XVI Festa Portuguesa. Ao longo do dia, o público também poderá acompanhar aulas-show conduzidas pelos chefs Gustavo Melo, Catina Martins, Cidinha Lamounier e Fernanda Aguilar, que vão apresentar técnicas, receitas e ingredientes tradicionais ligados ao patrimônio gastronômico lusitano.

A música amplia essa experiência no palco principal, com apresentações da cantora Sônia Gargiulo, do gaiteiro castrejo Pedro de Sena, do Coral Luís de Camões, de grupos folclóricos da comunidade luso-brasileira e do fadista Tarcísio Costa, um dos principais nomes do gênero em Minas Gerais. O encerramento ficará a cargo da Banda Lurex, conhecida pelo tributo ao grupo britânico Queen, criando um encontro entre repertórios tradicionais e expressões contemporâneas.

Milhares de participantes durante a Festa Portuguesa de 2025 | Foto: Marden Couto / Travessia Cidadania

Além das atrações culturais, a festa também entra no clima da Copa do Mundo. Às 19h, o público poderá acompanhar a transmissão ao vivo da partida entre Brasil e Marrocos em uma estrutura montada no evento.

A edição deste ano contará ainda com uma área empresarial dedicada ao fortalecimento das relações institucionais e comerciais entre os dois países. O espaço reforça o papel da comunidade luso-brasileira no desenvolvimento econômico e cultural de Minas Gerais e se soma à participação de entidades representativas da comunidade portuguesa, além da presença de autoridades portuguesas e mineiras.

Para Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais, a Festa Portuguesa representa um importante espaço de celebração da herança compartilhada entre os dois povos. “A Festa Portuguesa é um dos momentos mais simbólicos da Semana de Portugal, pois reúne cultura, memória, gastronomia e convivência. É uma oportunidade de fortalecer os laços históricos entre Minas Gerais e Portugal, valorizando a contribuição da comunidade portuguesa para a formação da nossa sociedade e criando novas pontes para o futuro”, afirma.

Com entrada gratuita e atividades para todas as idades, a Festa Portuguesa encerra a Semana de Portugal 2026 e se consolida como uma das maiores celebrações da cultura portuguesa no Brasil.

Cozinha show é uma das ações da Festa Portuguesa – Foto: Marden Couto / Travessia Cidadania

Parceiros

A Semana de Portugal 2026 conta com patrocínio master da Cemig e patrocínio de Cimentos Liz, GeoControle, ISQ Brasil, Supernosso, João Portugal Ramos e Vinícola São João. O evento também tem apoio do Senac, Ajê Bistrô, Ah! Bon, Ormiloc, Clube dos Oficiais da Polícia Militar e Bombeiros Militar de Minas Gerais e Agência Out. Entre os apoiadores institucionais estão a Embaixada de Portugal no Brasil, o Consulado de Portugal em Belo Horizonte, a Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, o Centro da Comunidade Luso-Brasileira de Belo Horizonte, o Elos Clube de Belo Horizonte, o Rotary Club de Barbacena, o Rotary Club de BH Mangabeiras, a Casa dos Açores, a Paróquia Nossa Senhora de Fátima e o Instituto Histórico Geográfico de Minas Gerais. A gestão cultural é assinada pela FLOW e a realização é da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil-Minas Gerais.

A Festa Portuguesa é patrocinada pelo Governo do Estado de Minas Gerais e CEMIG, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. É uma realização da CÂMARA PORTUGUESA, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e GOVERNO DE MINAS GERAIS.

SERVIÇO

Festa Portuguesa 2026

13/06/2026 – 9h às 22h

Praça Carlos Chagas (da Assembleia) e entorno do Santuário Nossa Senhora de Fátima

Evento gratuito

Mais informações pelo Instagram: @festaportuguesabh

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Imersão em BH auxilia descendentes a pedirem cidadania europeia  https://travessiacidadania.com.br/imersao-cidadania-europeia-bh/ Fri, 17 Apr 2026 12:53:42 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=2876 Evento presencial inédito da Travessia Cidadania desvenda processos e oferece diagnóstico para conquista da dupla nacionalidade Conquistar a cidadania europeia significa garantir o acesso aos passaportes mais poderosos do mundo, abrindo portas para morar, trabalhar ou empreender em qualquer um dos 27 países da União Europeia com elevada qualidade de vida. Mais do que evitar […]

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Evento presencial inédito da Travessia Cidadania desvenda processos e oferece diagnóstico para conquista da dupla nacionalidade

Conquistar a cidadania europeia significa garantir o acesso aos passaportes mais poderosos do mundo, abrindo portas para morar, trabalhar ou empreender em qualquer um dos 27 países da União Europeia com elevada qualidade de vida.

Mais do que evitar filas na imigração e viajar o mundo sem vistos, o documento permite o acesso às melhores universidades globais com custos reduzidos e assegura que o legado de liberdade, de mobilidade e de segurança seja transmitido para as futuras gerações. Com o objetivo de transformar esse desejo em um plano concreto, a Travessia Cidadania promove, no dia 21 de abril, a Imersão Cidadania Europeia, em Belo Horizonte.

O evento marca um momento inédito na trajetória da empresa. Após ter realizado uma imersão online focada apenas em Portugal, em fevereiro deste ano, e uma palestra em parceria com a Câmara Portuguesa de Comércio de Minas Gerais, em 2025, esta é a primeira vez que o evento ocorre no formato presencial e abrangente, cobrindo simultaneamente as nacionalidades portuguesa, italiana, espanhola e alemã.

Trata-se de uma oportunidade única, sem previsão de nova edição. Diferente de conteúdos digitais, a imersão não terá transmissão online nem ficará gravada, priorizando o networking presencial e o contato direto com a especialista Luana Bastos, fundadora da Travessia Cidadania, que possui mais de dez anos de experiência no segmento.

Os participantes poderão tirar todas as dúvidas e sairão do encontro com um diagnóstico claro de seu caso específico, estruturando sua própria árvore genealógica e um plano prático de busca de documentos.

Conteúdo estratégico e prático

Durante duas horas de construção estratégica, os presentes aprenderão a identificar o direito à cidadania, validar a linha de transmissão e evitar erros que costumam inviabilizar processos e causar desperdício de dinheiro e de tempo.

Vagas limitadas e primeiro lote

As inscrições estão abertas pelo valor do primeiro lote (R$ 197), aceitando cartão, boleto ou pix. O ingresso inclui, além da participação presencial, bônus exclusivos: um checklist de documentos, uma planilha de custos do processo e a participação no sorteio de uma consultoria individual. As vagas são limitadas para garantir a qualidade do direcionamento dado a cada participante.

Cidadania: elo e oportunidade

Para Luana Bastos, cuja atuação é pautada na conexão entre os descendentes e sua história, a busca pelo passaporte europeu vai além de uma vantagem logística de viagem ou de moradia. “A cidadania não é apenas um documento. É um elo com o passado e um passaporte para o futuro”, afirma ela, que é especialista nas principais nacionalidades europeias buscadas por brasileiros.

A imersão é ideal para quem tem ascendência europeia (portuguesa, italiana, espanhola ou alemã), quer descobrir se tem direito à cidadania, não sabe por onde começar a pesquisa, deseja evitar erros que travam o processo e busca clareza antes de investir tempo e dinheiro. “Você sai da imersão sabendo o que fazer, como fazer, onde fazer, quando fazer e por que fazer”, reforça Luana.

Passaporte para um futuro global

Mais do que um resgate histórico, obter a cidadania europeia tornou-se um investimento estratégico. Para os mineiros — herdeiros de uma das maiores colônias de imigrantes do país —, a imersão promovida pela Travessia Cidadania surge como a ligação entre as raízes de cada família e as oportunidades internacionais.

Benefícios além das fronteiras

Ser um cidadão da União Europeia (UE) garante o direito de viver, trabalhar e estudar em qualquer um dos 27 países membros sem a necessidade de vistos. Entre as principais vantagens destacam-se:

– Livre circulação e residência: acesso simplificado a mercados de trabalho robustos e qualidade de vida superior.

– Educação e saúde: possibilidade de cursar universidades renomadas com mensalidades reduzidas (tarifas para cidadãos locais) e acesso aos sistemas públicos de saúde europeus.

– Segurança jurídica e diplomática: proteção consular em qualquer lugar do mundo e facilidade de entrada em países como Estados Unidos e Canadá.

Um mercado em expansão

O interesse dos brasileiros pelo reconhecimento da dupla nacionalidade nunca foi tão alto. Estima-se que o Brasil abrigue cerca de 30 milhões de descendentes de italianos e outros milhões de origem portuguesa, espanhola e alemã, formando uma das maiores reservas de “novos europeus” fora do continente.

Os números oficiais refletem essa corrida:

– Itália: apenas em 2024, a Itália reconheceu a cidadania de quase 69 mil brasileiros, um recorde impulsionado pelas vias judiciais que buscam contornar as filas consulares. No primeiro trimestre de 2026, os tribunais italianos já emitiram mais de 18.700 sentenças favoráveis.

– Portugal: continua sendo a principal porta de entrada, com milhares de processos anuais facilitados pelas recentes atualizações na Lei da Nacionalidade, que beneficiam filhos, netos e cônjuges.

– Alemanha: em 2024, o país concedeu um número recorde de cidadanias (mais de 291 mil no total), com um crescimento notável entre brasileiros, refletindo a modernização das leis alemãs que agora permitem a dupla nacionalidade sem a necessidade de abrir mão da brasileira.

– Espanha: a “Lei da Memória Democrática” (Lei de Netos) instituiu uma janela histórica de oportunidades, permitindo que descendentes que antes estavam excluídos solicitassem o passaporte espanhol.

A imersão em Belo Horizonte detalhará o passo a passo para cada uma dessas vias, desde a validação do direito até os documentos necessários, garantindo que o direito de sangue se transforme em uma realidade prática para as famílias mineiras.

Belo Horizonte possui, por exemplo, um dos consulados da Itália mais movimentados do Brasil, o que justifica a alta demanda por eventos de imersão como este. A área de educação da Travessia Cidadania visa democratizar o acesso à dupla cidadania, dando autonomia ao descendente, ensinando a fazer o processo por conta própria.

Travessia Cidadania

Fundada em 2020 em Belo Horizonte, a Travessia Cidadania firma-se no mercado de assessoria internacional ao oferecer suporte completo para o reconhecimento de cidadanias italiana, portuguesa, espanhola e alemã.

Conta hoje com uma rede de representantes estrategicamente posicionados no Brasil, Portugal, Itália, Espanha e Alemanha. Essa capilaridade permite à empresa oferecer não apenas a assessoria completa, mas também serviços administrativos junto aos consulados em todo o território brasileiro.

Além do apoio educacional, com imersões, guias e cursos online, a Travessia Cidadania permanece como referência em serviços especializados, incluindo pesquisa genealógica para identificação de antepassados e assessoria jurídica contenciosa e consultiva.

O sucesso da metodologia já é comprovado por números. A empresa já atendeu mais de 500 famílias residentes em países como Singapura, Estados Unidos, Canadá, México, Alemanha, Holanda, França, Espanha, Portugal e, claro, Brasil.

SERVIÇO

Evento: Imersão Cidadania Europeia

Data: 21/04/2026 (terça-feira)

Horário: 9h às 11h

Local: Evu Café – Av. Brasil, 741, Santa Efigênia, Belo Horizonte/MG

Valor: R$ 197 (primeiro lote)

Informações e inscrições: https://travessiacidadania.com.br/imersao-cidadania-europeia/ 

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Imersão orienta descendentes a solicitarem a nacionalidade portuguesa https://travessiacidadania.com.br/imersao-orienta-descendentes-a-solicitarem-a-nacionalidade-portuguesa/ Tue, 03 Feb 2026 23:22:46 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=2555 Evento online oferece apoio prático e acessível para brasileiros reconhecerem a nacionalidade portuguesa A Imersão Cidadania Portuguesa, que acontece no dia 3 de fevereiro, de 2026, às 19 horas, de Brasília, de forma online e ao vivo, orienta brasileiros que têm direito à nacionalidade portuguesa a entender com clareza cada etapa do processo, simplificando questões […]

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Evento online oferece apoio prático e acessível para brasileiros reconhecerem a nacionalidade portuguesa

A Imersão Cidadania Portuguesa, que acontece no dia 3 de fevereiro, de 2026, às 19 horas, de Brasília, de forma online e ao vivo, orienta brasileiros que têm direito à nacionalidade portuguesa a entender com clareza cada etapa do processo, simplificando questões normativas e documentais.

Estima-se que milhões de brasileiros sejam descendentes de portugueses (entre filhos, netos, bisnetos) e cônjuges de cidadãos lusitanos, o que garante a esse público o direito de requerer a nacionalidade portuguesa. O interesse pelo passaporte europeu tem crescido como alternativa para ampliar oportunidades de estudo, trabalho e mobilidade internacional.

De acordo com Luana Bastos, fundadora da Travessia Cidadania, grande parte dos descendentes ainda desconhece os caminhos corretos para exercer esse direito. “As informações estão espalhadas em leis, normas e exigências documentais, o que gera insegurança e atrasos. Nosso objetivo é organizar esse conhecimento e torná-lo acessível e prático”, afirma.

Benefícios do passaporte português

Entre as vantagens do passaporte português, destacam-se o direito de viver, trabalhar, estudar e circular livremente em qualquer um dos 27 países da União Europeia, além da isenção de vistos para destinos como Estados Unidos, Canadá e Austrália. O passaporte português ocupa atualmente o quarto lugar no ranking dos mais poderosos do mundo, de acordo com o Índice Global de Passaportes.

Segundo a especialista em cidadanias portuguesa, italiana e espanhola, Luana Bastos, trata-se de uma alternativa viável para quem deseja obter a nacionalidade sem sair do Brasil. “O processo de cidadania portuguesa é mais simples, econômico e fácil do que o de outras nacionalidades europeias”, explica.

Para ter o reconhecimento concedido, é necessário comprovar a linhagem familiar por meio de documentos como certidões de nascimento e casamento, que devem ser apresentados conforme o tipo de processo, em consulados no Brasil ou em conservatórias em Portugal.

Imersão auxilia no processo

Com o aumento da procura pela cidadania portuguesa, Luana Bastos lançou a Imersão Cidadania Portuguesa, um evento online e ao vivo que orienta descendentes e cônjuges a compreenderem cada etapa do processo com clareza, evitando erros que costumam atrasar os pedidos por anos.

A aula ocorre no dia 3 de fevereiro de 2026, às 19 horas (horário de Brasília), em formato online e ao vivo. O conteúdo é voltado tanto para quem ainda não iniciou o processo quanto para quem já deu entrada e precisa esclarecer dúvidas sobre documentação, prazos, custos e procedimentos.

O programa apresenta conteúdo prático focado em:
• direitos à cidadania portuguesa e comprovação da linhagem;
• documentos exigidos e onde encontrá-los;
• passo a passo para protocolar o pedido sem depender de intermediários ou viagens;
• estratégias para evitar erros comuns que atrasam os processos.

“A proposta é que, com informação estruturada e segura, qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, possa protocolar o pedido”, afirma Luana, que atua há mais de uma década com processos de nacionalidade portuguesa, italiana e espanhola e já acompanhou centenas de reconhecimentos bem-sucedidos.

A imersão tem valor acessível e busca democratizar o acesso à informação confiável, baseada na legislação portuguesa vigente, que contempla diferentes configurações familiares.

Imersão Cidadania Portuguesa

Data: 3 de fevereiro de 2026 (terça-feira)

Horário: 19h (horário de Brasília)

Formato: online e ao vivo

Mais informações e detalhes sobre as inscrições estão disponíveis aqui

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Curso de Cidadania Espanhola ensina descendentes a reconhecer a cidadania https://travessiacidadania.com.br/curso-cidadania-espanhola/ Tue, 09 Sep 2025 22:15:43 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=1498 Cidadania Espanhola, pela Lei da Memória Democrática (LMD), de forma econômica e segura A Lei da Memória Democrática, que garante a filhos, netos, bisnetos e até trinetos de espanhóis o direito de requisitar a cidadania sem precisar residir na Espanha, estará em vigor somente até 21 de outubro de 2025. Segundo Luana Bastos, fundadora da […]

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Cidadania Espanhola, pela Lei da Memória Democrática (LMD), de forma econômica e segura

A Lei da Memória Democrática, que garante a filhos, netos, bisnetos e até trinetos de espanhóis o direito de requisitar a cidadania sem precisar residir na Espanha, estará em vigor somente até 21 de outubro de 2025.

Segundo Luana Bastos, fundadora da Travessia Cidadania, esta é uma oportunidade única para quem deseja garantir o passaporte espanhol sem sair do Brasil: “O processo de cidadania espanhola é mais fácil, mais barato e mais rápido que outras nacionalidades europeias”, afirma. 

Para obter o reconhecimento, é necessário comprovar a linhagem com documentos como certidões de nascimento e casamento, além de protocolar o pedido em um dos cinco Consulados da Espanha no Brasil até 21 de outubro de 2025.

Luana também lembra as vantagens de ter um passaporte europeu: “Com o documento, é possível viver, trabalhar e estudar em qualquer um dos 27 países da União Europeia, além de contar com isenção de visto para destinos como Estados Unidos, Canadá e Austrália.”

A Embaixada da Espanha no Brasil estima que cerca de 15 milhões de brasileiros têm direito à cidadania espanhola, mas muitos ainda desconhecem esse direito — e podem perder essa chance histórica.

Curso Online de Cidadania Espanhola

Com o aumento da procura pela cidadania devido à mudança na lei, Luana Bastos lançou um curso online para ajudar descendentes a conquistarem seu passaporte europeu antes do prazo final.

A Jornada do Passaporte Espanhol é composta por 7 módulos:

  • O Direito
  • A Documentação
  • As Certidões
  • Demais Documentos
  • Os Custos
  • O Consulado
  • Depois da Cidadania

O curso ainda oferece bônus exclusivos como: Lista de Fornecedores, Templates de Emails para Cartórios e Consulados, e Mini-curso sobre a Espanha.

São mais de 50 aulas gravadas que estão disponíveis na plataforma Hotmart, e podem ser assistidas a qualquer momento, além de suporte para esclarecer dúvidas, por um ano. O conteúdo é voltado para quem deseja economizar no processo sem abrir mão da segurança.

O curso é ideal para quem deseja economizar no processo sem abrir mão de segurança. Por apenas R$ 1.997 à vista ou 12x de R$ 206,54, o descendente tem acesso a todo o conhecimento necessário para fazer o protocolo — gastando apenas 20% do valor de uma assessoria completa.

👉 Inscrições abertas no site oficial:
https://travessiacidadania.com.br/jornada-do-passaporte-espanhol/

Sobre a Travessia Cidadania

Fundada em 2020, em Belo Horizonte, a Travessia Cidadania oferece assessoria completa para o reconhecimento de cidadanias espanhola, portuguesa e italiana, além de serviços administrativos junto a Consulados de todo o Brasil. Com representantes no Brasil, Portugal, Itália e Espanha, a equipe conta com pesquisadores, genealogistas, assessores e advogados, já tendo atendido mais de 200 famílias em países como Singapura, EUA, Canadá, México, Alemanha, França, Holanda, Portugal e Espanha.

Sobre Luana Bastos

Luana Bastos é especialista em cidadania europeia (espanhola, portuguesa e italiana) e fundadora da Travessia Cidadania. Depois de cinco anos de pesquisa e estudos, conquistou seu passaporte europeu e transformou sua vida. Hoje, vivendo na Europa, lidera uma equipe que já ajudou centenas de brasileiros a resgatarem suas origens e conquistarem novas oportunidades.
Para ela, a cidadania não é apenas um documento, mas um elo com o passado e um passaporte para o futuro.

📌 Contatos — Travessia Cidadania
🌐 Site: https://travessiacidadania.com.br/
📧 Email: travessiacidadania@gmail.com
📱 Telefone: +55 31 99790-7109
📲 Redes Sociais: @TravessiaCidadania | @LuanaBastosCidadania

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PALESTRA RAÍZES PORTUGUESAS https://travessiacidadania.com.br/palestra-raizes-portuguesas/ Tue, 10 Jun 2025 17:31:36 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=928 DESCUBRA SUAS RAÍZES PORTUGUESAS: PALESTRA GRATUITA DURANTE A SEMANA DE PORTUGAL ENSINA COMO INVESTIGAR A ORIGEM DA SUA FAMÍLIA Evento acontece no dia 11 de junho, no Museu Mineiro, em Belo Horizonte Como parte da programação oficial da Semana de Portugal em Belo Horizonte, a Travessia Cidadania realiza, no dia 11 de junho, às 18 […]

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DESCUBRA SUAS RAÍZES PORTUGUESAS: PALESTRA GRATUITA DURANTE A SEMANA DE PORTUGAL ENSINA COMO INVESTIGAR A ORIGEM DA SUA FAMÍLIA

Evento acontece no dia 11 de junho, no Museu Mineiro, em Belo Horizonte

Como parte da programação oficial da Semana de Portugal em Belo Horizonte, a Travessia Cidadania realiza, no dia 11 de junho, às 18 horas, no Museu Mineiro, a palestra “Raízes Portuguesas – Como Descobrir a Origem da Sua Família”, conduzida pela especialista em cidadania europeia Luana Bastos.

Durante o evento, o público poderá aprender a montar sua própria árvore genealógica e aprofundar conhecimentos sobre cidadania portuguesa, pesquisa genealógica e imigração. A proposta é auxiliar brasileiros na redescoberta de suas raízes e orientar sobre os caminhos legais para a obtenção da nacionalidade portuguesa.

Segundo estimativas, cerca de 25 milhões de brasileiros têm ascendência portuguesa e podem ter direito à cidadania. “Além de honrar nossos antepassados, a conquista da dupla cidadania traz grandes oportunidades no âmbito pessoal e profissional”, destaca Luana Bastos, fundadora da Travessia Cidadania, que reside em Portugal desde 2022.

O evento integra a Semana de Portugal, promovida pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais, e que ocorre entre os dias 5 e 14 de junho, com uma extensa programação cultural, gastronômica e musical em Belo Horizonte e Montes Claros.

A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas pela plataforma Sympla.

Sobre Luana Bastos
Ítalo-brasileira e especialista em cidadanias portuguesa, italiana e espanhola, Luana Bastos é fundadora da Travessia Cidadania. Apaixonada por genealogia, formou-se em cursos de Pesquisa Genealógica de Famílias Italianas, Documentação na Itália, Língua e Cultura Italiana, além de cidadania portuguesa e espanhola. Também é sócia das empresas Turismo de Minas e Lugares Viagens.

Sobre a Semana de Portugal
A Semana de Portugal celebra a cultura lusófona e estreita os laços históricos entre Brasil e Portugal. Realizada pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais, reúne atrações culturais, gastronômicas e musicais em diversos espaços da capital mineira e na cidade de Montes Claros.

Serviço
Palestra: Raízes Portuguesas – Como Descobrir a Origem da Sua Família
📅 Data: 11 de junho de 2025 (quarta-feira)
🕕 Horário: 18 horas
📍 Local: Museu Mineiro – Av. João Pinheiro, 342, Funcionários, Belo Horizonte
🎟 Entrada gratuita | Vagas limitadas | Inscrições: Sympla
🔎 Mais informações: @LuanaBastosCidadania | @FestaPortuguesaBH

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MUDANÇAS NA LEI DA CIDADANIA ITALIANA https://travessiacidadania.com.br/mudanca-lei-cidadania-italiana/ https://travessiacidadania.com.br/mudanca-lei-cidadania-italiana/#comments Tue, 27 May 2025 15:47:51 +0000 https://travessiacidadania.com.br/?p=921 No dia 20 de maio de 2025, o governo italiano aprovou o Decreto-Lei 36/2025, que impôs mudanças significativas na legislação da cidadania italiana, afetando descendentes de italianos em todo o mundo. A nova norma restringe o pedido de cidadania italiana, por via administrativa, exclusivamente a filhos e netos de italianos que nunca tenham tido outra […]

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No dia 20 de maio de 2025, o governo italiano aprovou o Decreto-Lei 36/2025, que impôs mudanças significativas na legislação da cidadania italiana, afetando descendentes de italianos em todo o mundo.

A nova norma restringe o pedido de cidadania italiana, por via administrativa, exclusivamente a filhos e netos de italianos que nunca tenham tido outra nacionalidade. A medida inviabiliza o reconhecimento da cidadania para cerca de 30 milhões de brasileiros com ascendência italiana.

Para a empresária Luana Bastos, diretora da Travessia Cidadania e especialista em cidadanias italiana, espanhola e portuguesa, as alterações têm forte motivação política e foram adotadas de forma repentina, surpreendendo toda a comunidade ítalo-descendente.

— Do dia para a noite, o Parlamento aprovou mudanças que entraram em vigor imediatamente. Isso fere diversos princípios do direito, como a irretroatividade, a igualdade e a legítima confiança. O Decreto-Lei é claramente inconstitucional, pois desrespeita os direitos dos cidadãos e os princípios da Constituição Italiana — afirma Luana Bastos.

Segundo ela, o princípio do Ius Sanguinis, previsto na Lei 91/1992, é claro ao reconhecer que a cidadania italiana é transmitida pelo sangue — ou seja, a pessoa já nasce italiana, restando apenas o reconhecimento formal. “Não se pode retirar um direito adquirido”, ressalta.

O que muda, na prática:

  1. Apenas filhos e netos de italianos que nunca tiveram outra cidadania podem solicitar o reconhecimento da cidadania pela via administrativa (Consulados ou Comunes na Itália).
  2. Menores nascidos antes de março de 2025 têm até maio de 2026 para serem registrados.
  3. Menores nascidos após março de 2025 terão o prazo de um ano, a partir da data de nascimento, para o registro.
  4. Bisnetos, trinetos, tataranetos e também filhos/netos de quem já possui dupla cidadania só poderão recorrer à via judicial.
  5. Quem já havia protocolado o pedido — administrativa ou judicialmente — não será afetado.
  6. O processo de cidadania por casamento (cônjuge) não sofreu alterações.
  7. Cidadãos que estavam nas filas consulares devem aguardar instruções do governo italiano.

Alternativa para os brasileiros

De acordo com Luana Bastos, as filas consulares já eram extremamente longas, com casos de clientes tentando vaga há mais de dois anos. Agora, a única alternativa viável para a maioria dos descendentes será recorrer à justiça italiana.

— Já vínhamos ingressando com ações judiciais para garantir os direitos dos nossos clientes. Agora, reforçamos essa frente. Preparamos uma tese bem fundamentada, desenvolvida em parceria com juristas italianos, e já começamos a protocolar os processos — explica.

Luana destaca:
— Você não deve desistir do sonho da cidadania italiana. É preciso lutar pelos seus direitos e honrar a história da sua família. Assim como eu fiz, em 2016, quando recorri à justiça para ter minha cidadania reconhecida pela via materna.

Vantagens da dupla cidadania

Brasileiros que obtêm a cidadania italiana podem morar, trabalhar e estudar legalmente em qualquer um dos 27 países da União Europeia. Também ficam isentos de visto para visitar 194 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e Austrália.

Entre outros benefícios estão o acesso a sistemas de saúde e educação de qualidade, maior facilidade para abrir empresas na Europa, uso das filas de cidadãos europeus na imigração e proteção diplomática reforçada.

Sobre a Travessia Cidadania

Fundada em 2020, em Belo Horizonte, a Travessia Cidadania oferece assessoria completa para o reconhecimento de cidadanias italiana, portuguesa e espanhola. Atua também com serviços administrativos junto a Consulados de todo o Brasil e conta com representantes no Brasil, em Portugal, na Itália e na Espanha. A equipe é formada por pesquisadores, genealogistas, assessores e advogados. Já atendeu mais de 200 famílias de diversos países, como Singapura, Estados Unidos, Canadá, México, Alemanha, Holanda, França, Espanha, Portugal e Brasil.

Sobre Luana Bastos

Luana Bastos é ítalo-brasileira e especialista em cidadania italiana, portuguesa e espanhola. Fundadora da Travessia Cidadania, apaixonou-se pelo tema ao buscar suas origens. Realizou cursos de Pesquisa Genealógica de Famílias Italianas, Busca de Documentos na Itália, Língua e Cultura Italiana, além de formações em cidadania portuguesa e espanhola. Reside em Portugal desde 2022 e também é sócia das empresas Turismo de Minas e Lugares Viagens.

SERVIÇO
Travessia Cidadania
🌐 www.travessiacidadania.com.br
📧 travessiacidadania@gmail.com
📱 +55 31 99790-7109
📸 Instagram: @LuanaBastosCidadania | @TravessiaCidadania

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